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The BRIEF

Se cuida, Nvidia: OpenAI e Broadcom se juntam para produzir chips de IA

Acordo visa desbloquear o potencial máximo da inteligência artificial.

Avatar do(a) autor(a): Francesco Casagrande

schedule14/10/2025, às 15:10

updateAtualizado em 14/10/2025, às 17:46

A OpenAI anunciou, na última segunda-feira (13), um acordo estratégico com a gigante americana de semicondutores Broadcom para o desenvolvimento conjunto de chips de IA personalizados. Esta parceria foi descrita pela empresa como um movimento crucial na busca por infraestrutura de computação mais eficiente e independente.

Segundo Sam Altman, CEO da OpenAI, a iniciativa é “fundamental na construção da infraestrutura necessária para liberar o potencial da IA”. 

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Altman enfatizou que a criação desses chips customizados visa desbloquear o potencial máximo da inteligência artificial, gerando benefícios tangíveis para indivíduos e empresas.

Arquitetura customizada e eficiência

A OpenAI será responsável pelo design da arquitetura dos sistemas e dos aceleradores de IA, levando sua expertise em modelos avançados diretamente para o hardware.

Já a Broadcom ficará encarregada da fabricação e integração desses semicondutores, garantindo que operem em clusters de IA altamente “escaláveis e energeticamente eficientes”.

Charlie Kawwas, presidente da Broadcom, destacou o alinhamento tecnológica do acordo. Segundo ele, “aceleradores customizados combinam incrivelmente bem com soluções de rede scale-up e scale-out Ethernet baseadas em padrões para fornecer uma infraestrutura de IA de próxima geração com custo e desempenho otimizados”. 

A expectativa do mercado é que o primeiro chip fruto desta colaboração comece a ser implementado já no segundo semestre de 2026 e seja finalizado até o fim de 2029.

Independência e expansão

A busca por chips próprios, estratégia já adotada por hyperscalers como Google e Amazon, busca reduzir drasticamente a dependência da OpenAI em relação a fornecedores externos, especialmente a Nvidia, que atualmente domina o mercado de Unidades de Processamento Gráfico (GPUs) de alto desempenho essenciais para o treinamento de modelos de IA.

Este novo acordo foi divulgado uma semana após a OpenAI e a AMD também terem fechado um contrato de fornecimento de chips para data centers. Essa sucessão de parcerias e investimentos maciços em hardware confirma que a empresa de Sam Altman está em uma ofensiva para garantir poder grande poder computacional.

Em um sinal da forte confiança do mercado em seu futuro, no começo de outubro, a OpenAI se consolidou como a startup mais valiosa do mundo. A empresa alcançou uma avaliação de mercado impressionante de US$ 500 bilhões (cerca de R$ 2,7 bilhões na cotação atual), superando empresas como a SpaceX, de Elon Musk.

Fica ligado, Jensen Huang

Um dia após firmar acordo com a OpenAI, a Broadcom aproveitou para anunciar um chip de rede também focado em IA. Chamado de Thor Ultra, o produto age como o link crítico para mover grandes volumes de dados entre os componentes de um sistema de IA distribuído, permitindo que os operadores de infraestrutura implementem muito mais chips do que antes e viabilizando a construção e execução dos modelos de IA de grande escala.

Ao dobrar a largura de banda em relação à sua versão anterior, a Broadcom entra mais uma vez no caminho da Nvidia e de seus chips de interface de rede, intensificando ainda mais a “guerra das IAs” que ocorre tanto no mundo dos chatbots quanto dentro das fábricas de componentes eletrônicos.

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Perguntas Frequentes

O que motivou a parceria entre a OpenAI e a Broadcom?
A parceria foi motivada pela necessidade da OpenAI de desenvolver uma infraestrutura de computação mais eficiente e independente. O objetivo é criar chips de IA personalizados que desbloqueiem o potencial máximo da inteligência artificial, reduzindo a dependência de fornecedores externos como a Nvidia.
Quais são os papéis da OpenAI e da Broadcom no desenvolvimento dos chips?
A OpenAI será responsável pelo design da arquitetura dos sistemas e aceleradores de IA, aplicando sua expertise em modelos avançados diretamente no hardware. Já a Broadcom cuidará da fabricação e integração dos semicondutores, garantindo que funcionem em clusters de IA escaláveis e energeticamente eficientes.
O que são aceleradores de IA e por que são importantes?
Aceleradores de IA são componentes de hardware projetados para otimizar o processamento de tarefas relacionadas à inteligência artificial, como o treinamento e a execução de modelos. Eles são fundamentais para melhorar o desempenho e a eficiência energética dos sistemas de IA, especialmente em larga escala.
Quando os primeiros chips dessa colaboração devem ser lançados?
O mercado espera que o primeiro chip fruto da colaboração entre OpenAI e Broadcom comece a ser implementado no segundo semestre de 2026, com finalização prevista até o fim de 2029.
Como essa parceria afeta a dependência da OpenAI em relação à Nvidia?
Ao desenvolver seus próprios chips personalizados, a OpenAI busca reduzir drasticamente sua dependência da Nvidia, que atualmente domina o mercado de GPUs de alto desempenho usadas no treinamento de modelos de IA. Essa estratégia segue o exemplo de outras grandes empresas de tecnologia, como Google e Amazon.
O que é o chip Thor Ultra anunciado pela Broadcom?
O Thor Ultra é um chip de rede voltado para IA, anunciado pela Broadcom logo após o acordo com a OpenAI. Ele atua como elo crítico para movimentar grandes volumes de dados entre os componentes de um sistema de IA distribuído, dobrando a largura de banda em relação à versão anterior e permitindo a implementação de mais chips em infraestruturas de grande escala.
Qual é a importância estratégica desse movimento para a OpenAI?
Esse movimento faz parte de uma ofensiva da OpenAI para garantir grande poder computacional e consolidar sua posição no mercado de IA. A empresa também firmou recentemente um acordo com a AMD e alcançou uma avaliação de mercado de US$ 500 bilhões, tornando-se a startup mais valiosa do mundo.
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