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The BRIEF

Por causa de nova legislação, Meta deixará de exibir anúncios políticos na União Europeia

A dona do Facebook alega que as novas regras de transparência para anunciantes da UE restringe o alcance dos conteúdos e traz outras restrições.

Avatar do(a) autor(a): André Luiz Dias Gonçalves

schedule28/07/2025, às 08:00

updateAtualizado em 28/07/2025, às 15:39

A Meta anunciou nesta sexta-feira (25) que vai deixar de exibir anúncios políticos em suas redes sociais para usuários residentes em países da União Europeia (UE), devido à nova regulamentação do bloco para este e outros tipos de conteúdos. A medida vai entrar em vigor a partir de outubro.

Propagandas relacionadas a temas eleitorais e questões sociais também não serão mais mostradas pela big tech na região, por causa do Regulamento de Transparência e Direcionamento de Publicidade Política (TTPA). Apesar das restrições, candidatos e o público em geral poderão continuar fazendo postagens e debatendo tais temas normalmente no Facebook e nas demais plataformas.

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As novas regras para anúncios políticos da UE foram alvo de críticas da Meta. (Imagem: Getty Images)

Quais regras da UE influenciaram a decisão da Meta?

De acordo com a empresa liderada por Mark Zuckerberg, as determinações do TTPA trazem uma série de desafios significativos e incertezas jurídicas para o negócio de publicidade. Uma delas inclui restrições à segmentação e entrega dos conteúdos, o que a empresa diz ser prejudicial para o alcance dos anúncios.

  • As novas regas também exigem que a publicidade política seja rotulada como tal e disponibilize informações a respeito do anunciante e a finalidade do material;
  • O regulamento proíbe a utilização de informações pessoais de usuários das redes sociais como etnia, religião e orientação sexual para o direcionamento das propagandas;
  • A legislação atualizada impede, ainda, o uso dos dados de menores idade para a mesma prática;
  • O TTPA também proíbe a veiculação de anúncios políticos patrocinados por pessoas e empresas fora da UE a partir de três meses antes de uma eleição ou referendo na região.

Essas novas regras da UE surgiram com base em preocupações sobre possíveis interferências estrangeiras em votações nos países do bloco. As autoridades europeias querem evitar que a manipulação de informações influencie a forma como os cidadãos façam suas escolhas nas urnas.

A Meta alega que já cumpre algumas das determinações, como a sinalização de anúncios pagos e a comprovação de identidade para a veiculação de propagandas políticas. Ela também diz ter mais transparência para publicidade política, eleitoral e de questões sociais do que qualquer outra plataforma.

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Usuários das redes sociais da Meta na UE deixarão de visualizar anúncios políticos, eleitorais e de questões sociais. (Imagem: Getty Images)

A decisão afeta outras regiões?

A suspensão da exibição de anúncios políticos, eleitorais e de questões sociais a partir de outubro nas redes sociais da Meta é válida apenas na UE. “Em outros lugares, continuaremos a fornecer nossas ferramentas líderes do setor que garantem publicidade política autêntica e transparente”, disse a big tech, em comunicado.

No texto, a dona do Facebook lembrou que o Google foi forçado a tomar decisão semelhante no ano passado, parando de mostrar o mesmo tipo de conteúdo no YouTube e em outras plataformas. Ela tratou a escolha como difícil e disse que a legislação terá impactos para a experiência dos usuários.

“Regulamentos, como o TTPA, prejudicam significativamente nossa capacidade de oferecer esses serviços, não apenas impactando a eficácia do alcance dos anunciantes, mas também a capacidade dos eleitores de acessar informações abrangentes”, apontou a gigante da tecnologia.

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Perguntas Frequentes

Por que a Meta decidiu suspender anúncios políticos na União Europeia?
A Meta anunciou que deixará de exibir anúncios políticos, eleitorais e sobre questões sociais na União Europeia a partir de outubro devido às exigências do novo Regulamento de Transparência e Direcionamento de Publicidade Política (TTPA). A empresa alega que as regras impõem desafios significativos, como restrições à segmentação de público e incertezas jurídicas, o que prejudica o alcance e a eficácia das campanhas publicitárias.
O que é o Regulamento de Transparência e Direcionamento de Publicidade Política (TTPA)?
O TTPA é uma legislação da União Europeia que estabelece regras mais rígidas para a veiculação de anúncios políticos. Ele exige que esse tipo de publicidade seja rotulado, identifique o anunciante e sua finalidade, e proíbe o uso de dados pessoais sensíveis (como etnia, religião e orientação sexual) e de menores de idade para segmentação. Também impede anúncios patrocinados por entidades fora da UE nos três meses anteriores a eleições ou referendos.
Quais tipos de conteúdo serão afetados pela decisão da Meta?
Serão suspensos os anúncios pagos relacionados a política, eleições e questões sociais nas redes sociais da Meta, como Facebook e Instagram, para usuários da União Europeia. No entanto, postagens orgânicas feitas por candidatos ou pelo público em geral sobre esses temas continuarão permitidas.
A decisão da Meta afeta usuários fora da União Europeia?
Não. A suspensão dos anúncios políticos se aplica apenas aos países da União Europeia. Em outras regiões, a Meta continuará oferecendo suas ferramentas de publicidade política, que a empresa afirma serem líderes do setor em autenticidade e transparência.
Quais são os principais argumentos da Meta contra o TTPA?
A Meta argumenta que o TTPA limita sua capacidade de oferecer serviços eficazes de publicidade política, afetando tanto os anunciantes quanto os eleitores. A empresa afirma que já cumpre algumas exigências, como a rotulagem de anúncios pagos e a verificação de identidade, e considera que oferece mais transparência do que outras plataformas.
Qual é o objetivo da União Europeia com essa nova regulamentação?
O objetivo do TTPA é evitar interferências estrangeiras em processos eleitorais e proteger os cidadãos contra manipulações informativas. As autoridades europeias buscam garantir que as escolhas dos eleitores sejam feitas com base em informações confiáveis e transparentes.
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