Coinbase demite 18% dos empregados durante crise das criptomoedas

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Nesta terça-feira (14), a exchange Coinbase detalhou à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) que está demitindo 1,1 mil colaboradores. O número representa cerca de 18% do total do quadro de funcionários da empresa — a companhia continuará operando com cerca de 5 mil colaboradores após realizar as demissões.

O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, acredita que o mercado está entrando em recessão após a alta popularidade das criptomoedas, inclusive, ele diz que o "inverno cripto" pode durar muito tempo. Em momentos de crise, a receita comercial da exchange costuma diminuir drasticamente e, também por isso, a redução do time de trabalhadores foi necessária.

A companhia garantirá que os ex-funcionários recebam 14 semanas de indenização, além de duas semanas extras para cada ano de emprego. O investimento para realizar a restruturação é de aproximadamente US$ 45 milhões (cerca de R$ 231 milhões na cotação atual).

"Uma recessão pode levar a outro inverno criptográfico e pode durar um longo período. Embora seja difícil prever a economia ou os mercados, sempre planejamos o pior para que possamos operar o negócio em qualquer ambiente", disse o CEO e fundador da empresa.

No início de 2022, a exchange anunciou que planejava contratar 2 mil funcionários para diferentes áreas.No início de 2022, a exchange anunciou que planejava contratar 2 mil funcionários para diferentes áreas.Fonte:  Shutterstock 

Corte de funcionários

O CEO também afirmou que os custos dos funcionários são muito altos e que a incerteza do mercado dificulta a estabilidade do cenário atual. A receita da empresa gerada no primeiro trimestre de 2022 contabiliza US$ 1,2 bilhão, contudo, também registrou um prejuízo líquido de US$ 430 milhões.

Outro motivo apontado para a demissão foi o rápido crescimento da empresa, já que o quadro de funcionários era de apenas 1250 colaboradores até o início de 2021. Contudo, com o aumento da adoção de criptomoedas, a demanda da Coinbase também subiu rapidamente.

Armstrong já entrou em conflitos com os funcionários algumas vezes e, na última semana, criticou uma petição criada pelos colaboradores que requisitava a remoção de diversos executivos importantes da empresa. "Se você não tem confiança nos executivos ou CEO de uma empresa, então por que você está trabalhando nessa empresa? Saia e encontre uma empresa para trabalhar na qual você acredita", o CEO disse.

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