O futuro do trabalho será mesmo remoto?

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Assim como o Digital First, ouve-se muito a expressão Remote First. Mais do que rotular empresas tendo como base o modelo de trabalho de seus colaboradores, essa nova expressão nos convida à reflexão sobre o futuro do trabalho, acelerado pela pandemia.

Antes de decidir se os colaboradores deverão trabalhar em home office para sempre ou adotar o modelo híbrido com ou sem regras e/ou o presencial em 100% do tempo, o que o ano de 2022 exige dos líderes e empreendedores é um olhar estratégico e particular sobre o tema.

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Adotar o modelo home office integral sem mexer na estrutura de avaliação de desempenho e na forma como a empresa mantém viva sua cultura e a integração de seus times não parece ser a melhor alternativa.

Assim como também não é mais possível que o gestor vire as costas para as inúmeras vantagens do home office como, por exemplo, poder contratar pessoas de qualquer lugar para o time, redução de custos operacionais com infraestrutura e, sob a ótica do colaborador, menos tempo perdido nos deslocamentos e mais horas livres para seus interesses particulares.

Neste contexto, a primeira avaliação que deve ser feita é a de que não há modelo certo ou errado. Nem sempre o que dá certo para uma companhia vai gerar o mesmo resultado para as demais. Cada tipo de negócio e cada área dentro de uma mesma empresa tem diferentes necessidades. 

Seria até mais fácil decidir com base no modismo ou seguindo aqueles que têm certeza de tudo e conseguem cravar uma opinião ao dizer que o futuro será de um jeito ou de outro.

O desafio que cabe às lideranças nesse momento é avaliar e identificar o que é mais vantajoso para a empresa, colaboradores e parceiros considerando todas as possibilidades disponíveis para cada setor ou tipo de trabalho e, com isso, construir seu próprio modelo.

É, sem dúvida, mais um desafio a ser enfrentado. Pensar no futuro e avaliar todas as possibilidades existentes no que diz respeito ao modelo de trabalho é a nova tendência.

Até então, todos os concorrentes adotavam o mesmo modelo ou modelos muito parecidos, não é mesmo? Não era algo com que precisávamos nos preocupar tanto. Agora, o cenário é outro. Seja qual for o formato adotado, saiba que ele poderá ser um diferencial competitivo e impactar diretamente no resultado geral do seu negócio.

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Vittorio Danesi é empreendedor e executivo do mercado brasileiro de tecnologia há quase 35 anos. Ele é CEO da Simpress, que foi comprada pela HP, embora continue operando de forma independente. Recentemente, junto de outros empresários, criou o grupo BR Angels, que reúne executivos que investem em startups.

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