Ford vai produzir chips em parceria com a GlobalFoundries

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Em uma tentativa de amenizar os problemas causados pela escassez global de chips, a Ford anunciou nesta quinta-feira (18) que vai produzir os componentes em parceria com a GlobalFoundries (GF). A ideia é aumentar o fornecimento de semicondutores a curto e longo prazo para as suas próprias fábricas e a indústria automotiva dos Estados Unidos.

De acordo com a fabricante de semicondutores comandada pelo fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos e a montadora americana, o acordo prevê a produção de chips de direção autônoma, de redes de dados nos veículos e de gerenciamento de bateria. As parceiras não informaram o valor do investimento nem outros detalhes do contrato.

Há algum tempo, a Ford vem buscando alternativas para contornar a falta dos microprocessadores, que tem levado à paralisação da fabricação de carros no Brasil e no mundo, afetando as vendas. Assim como outras montadoras, ela chegou a priorizar o uso dos componentes recebidos nos modelos mais lucrativos, no ano passado.

Os chips são peça essencial nos carros, atualmente.Os chips são peça essencial nos carros, atualmente.Fonte:  Shutterstock 

“É fundamental criarmos novas formas de trabalhar com os fornecedores para dar à Ford — e aos Estados Unidos — maior independência no fornecimento de tecnologias e recursos que nossos clientes mais valorizarão no futuro”, comentou o CEO da companhia, Jim Farley. Segundo o executivo, este contrato é apenas o começo de um novo plano para integração de tecnologias.

Vários segmentos afetados

Os carros mais modernos contam com uma enorme quantidade de chips, responsáveis por controlar vários sistemas do veículo (direção, motor, bateria, airbag etc). Além do mercado automotivo, eles estão presentes em inúmeras outras indústrias, como a de celulares, computadores e eletrodomésticos, por exemplo.

No caso dos automóveis, muitas montadoras têm paralisado suas fábricas devido à falta dos processadores, problema que pode gerar prejuízos de US$ 210 bilhões. Para o CEO da Intel Pat Gelsinger, a crise dos semicondutores durará até 2023, pelo menos, afetando toda a indústria.

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