Facebook é investigado pela União Europeia após comprar startup

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A aquisição de mais uma startup pelo Facebook, em novembro do ano passado, acendeu o sinal de alerta dos reguladores antitruste da União Europeia (UE) nesta segunda-feira (2). O alvo da investigação é a compra da startup norte-americana de atendimento ao cliente Kustomer, cuja incorporação pela rede social pode prejudicar a concorrência e aumentar ainda mais o poder da companhia de Mark Zuckerberg.

Emitida em um momento de intensas preocupações regulatórias também em próprio solo americano, a investigação segue uma tendência preocupante verificada recentemente, de compra de startups por grandes conglomerados. O negócio é conhecido como “aquisições matadoras”, geralmente de baixo valor, mas destinadas a sufocar o nascimento de potenciais rivais em algum serviço.

No caso da Kustomer, empresa fundada em 2015, a compra foi justificada pelo Facebook como a abertura de um nicho para o seu aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp. Mas o regulador europeu afirmou à agência Reuters que o real motivo pode ser o controle do mercado de softwares de gerenciamento de relacionamento com o cliente (CRM).

Os reais motivos da compra da Kustomer

Fonte: Toky/ReproduçãoFonte: Toky/ReproduçãoFonte:  Toky 

A Kustomer vende software de CRM para empresas se relacionarem com seus consumidores via telefone, e-mail e mensagens de texto. A executiva da UE responsável pela fiscalização antitruste acredita que a fusão com o Facebook pode dificultar o acesso dos concorrentes da startup ao WhatsApp, Messenger ou Instagram, fundamentais na execução do CRM.

Falando à Reuters, a vice-presidente da Comissão Europeia, Margrethe Vestager, explicou que é importante revisar “aquisições potencialmente problemáticas” por empresas que controlam alguns mercados. No caso do Facebook, a ameaça é duplamente perigosa, já que a companhia domina tanto a publicidade gráfica online quanto o serviço de mensagens, conclui.

Apesar de o volume do negócio ficar abaixo do limite previsto para escrutínio para o regulador antitruste, a Comissão assumiu a questão, invocando um poder conhecido como Artigo 22, e também após receber uma solicitação formal da Áustria. As agências antitruste da Alemanha e do Reino Unido também prometem investigar o caso

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