Huawei pode vender divisão de celulares das linhas P e Mate

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A fabricante chinesa Huawei pode vender a divisão de celulares da marca responsável pelas atuais famílias de smartphones premium "P" e "Mate". A informação foi divulgada nesta segunda-feira (25) pela agência de notícias Reuters.

Conversas com um consórcio liderado por fundos de investimento ligados ao governo de Xangai já estariam em andamento há meses. A reportagem diz ter recebido a informação de duas fontes diferentes que estariam envolvidas no assunto. Atualmente, a companhia é a segunda maior vendedora de celulares do mundo, atrás apenas da Samsung e tendo passado momentaneamente a rival no ano passado.

Por meio de uma nota oficial, a companhia negou a informação. "A Huawei ficou sabendo que há rumores sem substância circulando a respeito de uma possível venda de nossas marcas de smartphone premium. Não há qualquer mérito nesses rumores. A Huawei não tem um plano assim", afirmou um porta-voz. O governo de Xangai se recusou a comentar o assunto.

Complicações no mercado

O principal motivo para uma eventual venda das famílias de smartphones é a guerra comercial com os Estados Unidos, ainda em andamento e sem data para terminar. Além do banimento do uso do ecossistema Android, que já completa quase dois anos, a empresa deixou de negociar com diversas companhias sediadas ou com negócios estabelecidos no país. O governo norte-americano acusa a empresa de espionagem a mando do governo chinês.

A principal consequência foi o fim da aliança com a TSMC, uma das maiores fabricantes de processadores para dispositivos móveis do mundo. A Samsung também não deve se envolver com a marca chinesa, enquanto a ARM deve continuar negociações. Mesmo assim, a empresa deve avaliar se consegue fabricar internamente um estoque suficiente de chips Kirin para smartphones. Modelos lançados em 2020, como o Huawei P40 Pro e o Huawei Mate 40, foram bastante elogiados em termos de design e fotografia, apesar da "falta" do Android.

Em novembro de 2020, a Huawei vendeu a submarca independente Honor a um consórcio chinês por motivos parecidos — e também negou inicialmente as especulações. A fabricante deve focar cada vez mais em infraestrutura de telecomunicações e plataformas como o sistema operacional Harmony OS.

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Fontes

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