Leilão da Oi acontece hoje (14); veja como fica o mercado de telefonia

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Imagem: Paulo Whitaker/Reuters
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A Oi vive nesta segunda-feira (14) um momento decisivo de sua recuperação judicial, com profunda influência no mercado brasileiro de telecomunicações: o leilão da rede móvel da empresa, cuja preferência de compra é do consórcio formado pelas suas principais concorrentes, a Tim, a Vivo e a Claro.

Após uma proposta firme de R$ 16,5 bilhões, é provável que a divisão da Oi Móvel entre para o portfólio das outras gigantes da telefonia no Brasil e leve o setor a uma nova reconfiguração, resultando num aumento da concentração do setor.

A potencial partilha entre as rivais resultaria na seguinte divisão do mercado brasileiro: a Vivo sairia de 33% de participação para 37%; a TIM, de 23% para 32%; e a Claro, de 26% para 29%. Nesse caso, a Oi desapareceria do segmento móvel, ficando os restantes 2% da base de clientes em poder de operadoras regionais.

Outra possível candidata no leilão é a Highline do Brasil, uma companhia de infraestrutura de telefonia celular, que também apresentou uma proposta formal de compra, cujo valor não chegou a ser revelado, mas que acabou suplantada pelo trio.

Como deve ficar o mercado brasileiro de telefonia móvel?

De acordo com as declarações do gerente sênior da consultoria Omdia nas Américas, Ari Lopes, a expectativa é que a Tim fique com a maior fatia da Oi Móvel, seguindo uma estratégia do consórcio, para obter menos resistência do ponto de vista concorrencial e regulatório.

O especialista explicou à revista Exame que, na partilha dos ativos, a tendência é destinar maior quantidade de clientes ao operador com menor participação de mercado em cada região. A divisão deverá, portanto, ser a carteira regional de clientes das operadoras, segmentadas pelos DDD’s.

Uma eventual hegemonia de uma tele sobre as demais poderia afetar a concorrência e ser motivo de questionamento pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Outro ponto a ser levado em conta na divisão é a quantidade de frequência de cada tele, espécie de rodovia por onde trafegam os sinais de internet, cuja extensão determina uma maior capacidade de cobertura e qualidade do serviço.

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