Amapá sem luz: privatização da companhia elétrica pode ser desfeita

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O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou no domingo (8) que irá cobrar da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) uma investigação criteriosa para apurar as responsabilidades da empresa que gere a subestação que pegou fogo no último dia 3 de novembro, deixando 14 dos 16 municípios do Amapá sem luz.

Segundo o senador, que é amapaense de Macapá, a concessionária de energia Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE), de responsabiliade da espanhola Isolux deve perder a concessão, e o empreendimento ser assumido pela empresa federal Eletronorte, subsidiária da Eletrobrás. Funcionários da estatal inclusive estão sendo os responsáveis por retomar o fornecimento de energia no Amapá.

A empresa espanhola tem um histórico de maus serviços no setor elétrico e, mesmo assim, ganhou a concessão para distribuir energia no Amapa. A Isolux já deu um prejuízo de US$ 476 milhões ao estado norte-americano de Indiana, onde também prestava serviços, e acabou expulsa.

Em entrevista ao Estadão, o senador explicou que o seu pedido reflete o desejo dos amapaenses por um esclarecimento sobre as causas do incêndio ocorrido na subestação da LMTE, bem como uma punição exemplar aos responsáveis “para que essa tragédia nunca mais se repita”.

O que aconteceu no Amapá?

Incêndio causado na subestação pela queda de um raio (Fonte: LMTE/Reprodução)Incêndio causado na subestação pela queda de um raio (Fonte: LMTE/Reprodução)Fonte:  LMTE 

Na última terça-feira (3), um incêndio causado pela queda de um raio destruiu dois dos três transformadores que operam na maior subestação da LMTE no Amapá. Com a inoperância desses equipamentos, há necessidade de instalar novos transformadores para retomar a carga no estado.

A eletricidade só começou a voltar no sábado (7) e, no dia seguinte, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, declarou que 76% do fornecimento havia sido restabelecido, embora a população tenha reclamado ao Estadão que ainda havia instabilidade na entrega de energia.

A Justiça Federal já determinou multa diária de R$ 15 milhões para a concessionária caso o atendimento não seja retomado em até três dias. A LMTE declarou em nota que está trabalhando “ininterruptamente” para garantir o restabelecimento total do fornecimento de energia elétrica no Amapá.

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