Correios não negociam e aguardam decisão da justiça sobre greve

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Os Correios continuam em greve. Depois de várias tentativas frustradas de conciliação, os dirigentes da empresa pública anunciaram, em nota divulgada na Agência Brasil na terça-feira (15), que estão aguardando a decisão judicial sobre a greve para normalizar as atividades operacionais.

No comunicado, a empresa destacou que conversa com os trabalhadores desde julho. No entanto, reconhece que “não há margem para propostas incompatíveis com a situação econômica atual da instituição e do país, o que exclui de qualquer negociação a possibilidade de conceder reajustes”.

Audiência de conciliação em 11 de setembro (Fonte: TST/Reprodução)Audiência de conciliação em 11 de setembro (Fonte: TST/Reprodução)Fonte:  TST 

A situação atual

Apesar de ter parte do contingente funcional paralisado desde o dia 17 de agosto, os Correios registraram, nas últimas quatro semanas, mais de 187 milhões de cartas e encomendas entregues em todo o país. O julgamento da ação de dissídio coletivo instaurado em agosto acontece na próxima segunda-feira (21).

Conforme a direção da empresa, os termos demandados pelos funcionários (continuação do acordo coletivo de 2019), colocam em risco a economia que vinha sendo aplicada. Os Correios acumulam um prejuízo de R$ 2,4 bilhões e planejavam economizar R$ 800 milhões/ano, o que zeraria o déficit em três anos.

As alegações

Fonte: Fentect/Facebook/ReproduçãoFonte: Fentect/Facebook/ReproduçãoFonte:  Fentect/Facebook 

Embora lamente o contexto da pandemia, a empresa pública reconhece que a explosão do e-commerce, por depender do serviço de transporte e logística para a entrega de mercadorias, seria uma forma de “alavancar o negócio em um dos poucos setores com capacidade para crescer neste período”.

Em seu site, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect) acusa a direção dos Correios de intransigência e reafirma que os trabalhadores decidiram entrar em greve para protestar contra a proposta de privatização da estatal e pela manutenção dos benefícios trabalhistas, além de reajustes salariais.

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