Veterano da Amazon pede para sair em protesto contra demissões

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Um engenheiro da Amazon que estava na vice-presidência do setor Amazon Web Services (AWS) e já acumulava cinco anos de casa pediu demissão e virou um dos maiores críticos da empresa. O veterano é Tim Bray, que tinha um alto cargo na área de computação em nuvem e resolveu abandonar o cargo em solidariedade a ex-colegas.

Bray contou o seu lado da história em uma postagem chamada "Tchau, Amazon" feita em seu blog pessoal. Na publicação ele revela o motivo principal da atitude: a demissão de dois funcionários do setor de design de experiência de usuário que criticaram o tratamento da gigante em relação aos próprios colaboradores em tempos de pandemia do novo coronavírus.

Emily Cunningham e Maren Costa, que tiveram os contratos encerrados com a companhia, reclamaram do tratamento que funcionários dos armazéns da empresa recebiam no geral. Mais especificamente neste ano e em relação à covid-19, os problemas seriam as longas jornadas de trabalho e manter a equipe "desinformada, desprotegida e com medo". A empresa alega que o motivo foi "repetidamente violar políticas internas", mas Bray alega que isso aconteceu por causa das denúncias. No ano passado, Bashir Mohamed, que também trabalhava em uma dessas instalações, também alega ter sido mandado embora por fazer reclamações sobre o tratamento recebido pelos empregados.

Clima hostil

A gota d'água para Bray aconteceu após as últimas demissões, ocasionadas após a criação de uma petição e uma convocação para um protesto, que não chegou a acontecer. "Continuar como vice-presidente da Amazon significaria, de certo modo, assinar embaixo em ações que eu desprezo. Por isso, me demiti", explica.

Além disso, o engenheiro reclamou do tratamento que a empresa deu a uma comissão que pedia atitudes da Amazon em relação às mudanças climáticas. A empresa chegou a anunciar um plano global de combate ao aquecimento global, mas internamente ameaçou as lideranças formadas por funcionários.

"No fim das contas, o grande problema não são as respostas específicas à covid-19. É que a Amazon trata os humanos como unidades substituíveis com o potencial de pegar e empacotar", conclui.

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