Conheça o plano de Elon Musk para a corrida espacial do século 21

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Elon Musk não tenta esconder que um dos seus principais objetivos é colonizar Marte. E é com essa missão que a SpaceX vem trabalhando nas últimas 2 décadas. A empresa teve um crescimento importante no desenvolvimento de sistemas aeroespaciais, sendo uma das clientes da NASA. Em uma recente entrevista ao Ars Technica, o CEO conversou sobre seu ambicioso projeto de levar pessoas a Marte.

Porém, antes de pousar em outro planeta, a SpaceX precisa aprimorar ainda mais suas próprias naves, e, para o empreendedor, só existe um caminho para isso acontecer: realizar muitos testes. Por isso, é tão importante, antes de pensar em pousar no planeta vermelho, conseguir produzir naves com mais rapidez.

“Uma alta taxa de produção resolve muitos problemas”, disse ele. “Se você tem uma alta taxa de produção, tem uma alta taxa de iteração. Para praticamente qualquer tecnologia, o progresso é uma função de quantas repetições você possui e quanto progresso você faz entre cada repetição. Se você tem uma alta taxa de produção, possui várias repetições”, acrescentou.

E o quão alta deve ser essa taxa de produção? De acordo com o Musk, o objetivo é conseguir construir 1 nave por semana até o final de 2020. Recentemente, a SpaceX contratou mais de 200 novos funcionários, dobrando a força de trabalho, com o objetivo de acelerar esse processo. Atualmente, a empresa conta com 2 tendas do tamanho de 1 campo de futebol americano para tornar esse processo mais rápido; uma 3.ª tenda já está sendo levantada (veja o local no vídeo abaixo).

“É realmente uma loucura, eu concordo”, disse Musk. “Os paradigmas espaciais convencionais não se aplicam ao que estamos fazendo aqui. Estamos tentando construir uma frota massiva para tornar Marte habitável, para tornar a vida multiplanetária. Acho que precisamos, provavelmente, da ordem de mil naves, e cada uma dessas naves teria mais carga útil do que o Saturn V — e seria reutilizável”, ele afirmou.

Vale lembrar que a empresa ainda está em fase inicial do desenvolvimento de um foguete completo, capaz de fazer uma viagem até Marte. As naves que se pretende desenvolver semanalmente são apenas o estágio superior do foguete Super Heavy da SpaceX. No entanto, por ser esse o estágio que entrará em órbita e levará os astronautas, conseguir uma nave por semana é um progresso enorme.

No fim de fevereiro, o primeiro desses foguetes enfrentou seu primeiro teste. O objetivo não era colocá-lo em órbita (e ele não havia sido construído em 1 semana), mesmo assim o protótipo do Starship SN1 implodiu devido a problemas de pressão. Agora, os modelos SN2 e SN3 já estão em desenvolvimento, com Musk incentivando seus engenheiros a produzirem em menor tempo e com mais qualidade. Os planos agora se resumem a fazer mais testes para voar em uma missão orbital, com a SN5 ou a SN6, antes do final de 2020.

Uma vida multiplanetária

(Fonte: SpaceX/Divulgação)
(Fonte: SpaceX)

Tudo isso, para Elon, é o primeiro passo da humanidade em sentido à exploração de novos planetas para habitar. E tudo começa com Marte. Para ele, é necessário pensar em como atingir essa meta, criando cidades autossustentáveis no planeta vermelho. Por isso, enquanto as cidades marcianas dependerem da Terra por qualquer motivo, a vida em Marte não será uma realidade para a humanidade.

“O ponto em que se diz que o objetivo é tornar a vida multiplanetária significa que precisamos ter uma cidade autossustentável em Marte”, disse o CEO. “Essa cidade tem que sobreviver se as naves de reabastecimento deixarem de vir da Terra por qualquer motivo. Não importa o porquê. Se essas naves de reabastecimento pararem de chegar, a cidade morre ou não? Para criar algo autossustentável, você não pode perder nada, você deve ter todos os ingredientes. Não pode ser ‘bem, esse lugar é autossustentável, exceto por uma coisinha que não temos’”.

O empresário reconhece que ainda estamos muito longe de atingir esse ponto. Entretanto, se ele conseguir ver os primeiros passos já considerará isso uma vitória.

“Provavelmente, estarei morto, há muito tempo, antes que Marte se torne autossustentável, mas gostaria de pelo menos estar por aqui para ver várias das minhas naves desembarcando lá”, concluiu Musk.

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