Apple, Nintendo e setor de notebooks sentem impactos do coronavírus

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O surto de COVID-19, nome oficial do novo coronavírus, fez a Apple soltar uma nota oficial para explicar melhor quais os impactos que essa emergência global de saúde pública terá nas finanças da empresa.

Em comunicado, ela avisa que as condições de trabalho estão "voltando mais devagar ao normal do que o esperado" — ou seja, com algumas fábricas ainda fechadas e fornecedoras com baixo estoque de componentes, mesmo que a localização delas seja fora de Hubei, a província em que o surto começou.

Como resultado, o estoque de iPhones fica temporariamente congelado. Além disso, as vendas na China caíram consideravelmente, já que a população têm outras preocupações e tem saído menos às ruas. Por isso, é bem possível que o próximo relatório trimestral, que sai em abril, seja bem abaixo do esperado em receita e lucro. Para mostrar que ela prioriza a questão de saíude, a empresa ainda dobrou as doações que havia realizado para ajudar a conter o espalhamento da doença.

Nintendo

Já a fabricante japonesa Nintendo só deve começar a sentir os efeitos do novo coronavírus a partir de abril. Esse é o prazo citado pela Bloomberg para que o estoque do console Nintendo Switch na Europa e nos Estados Unidos comece a encurtar. De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, a fábrica de montagem do aparelho, que fica no Vietnã, está com poucas peças e vendas ainda altas, o que muito provavelmente significará um estoque reduzido nos próximos meses. No começo do mês, a marca avisou que os envios de unidades para o Japão seriam prejudicados pelo mesmo motivo.

Notebooks

A indústria de laptops em geral também deve apresentar números bastante reduzidos no trimestre. Segundo o site Digitimes, diversas fabricantes terceirizadas que ficam na China estão sentindo o impacto das medidas de segurança. Ao todo, as vendas de notebooks podem cair em até 20% no período, já que bem menos unidades serão enviadas para lojas e estoques.

Uma das soluções é migrar parte do trabalho para plantas em Taiwan, mas a meta ainda não deve ser batida. Uma das mais afetadas é a Quanta, uma companhia que fabrica peças para diversos notebooks, incluindo os MacBooks da Apple.

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