Amazon ameaça demitir funcionários ativistas climáticos

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No dia 19 de setembro de 2019, Jeff Bezos anunciou seu Climate Pledge (ou Compromisso Climático) pelo meio ambiente, mas desde dezembro de 2018, funcionários reunidos na Amazon Employees for Climate Justice (Empregados da Amazon por Justiça Climática) já faziam sua parte. Agora, a Amazon é acusada de ameaçar demitir quatro funcionários por falarem sobre mudança climática publicamente, incluindo ao jornal The Washington Post (cujo dono é Bezos).

Os empregados receberam emails sobre o perigo de continuarem a dar declarações públicas – um regulamento interno exige permissão da empresa antes. A nova política foi implantada em setembro, um dia depois que o grupo anunciou a paralisação que reuniu centenas de funcionários na sede da Amazon em Seattle, dentro da Greve Global pelo Clima.

Os ativistas não estão sozinhos: empregados da Microsoft, Google (acusada também de demitir empregados engajados), do Facebook e Twitter cerraram fileiras contra o discurso engajado e vazio dos CEOs.

Funcionários da Amazon lideram a marcha na Greve pelo Clima, em setembro de 2019. (Fonte: Associated Press/Reprodução)

Promessas esquecidas

Em meados de 2018, um grupo de funcionários se uniu para elaborar um documento, a ser apresentado aos acionistas da Amazon, em que a empresa se comprometia a reduzir suas emissões de carbono. A iniciativa, inédita no setor, reuniu as assinaturas de 8.300 empregados e deu origem à coalizição ativista, depois que o documento foi rejeitado e Bezos se recusou a falar sobre ele.

Desde então, o grupo pressiona a empresa em várias frentes, incluindo não financiar quem nega a crise do clima (em 2018, a empresa doou fundos para a campanha de 68 políticos que votaram contra leis ambientais) e cumprir os compromissos que, parece, Bezos acredita que ninguém vai lembrar que ele assumiu.

Em 2014, a Amazon prometeu, em cinco anos, trocar a energia de seus data centers por fontes 100% renováveis; em fevereiro de 2019, o Greenpeace descobriu que a meta atingida não chegava a 12% e a empresa, desde 2016, não tinha acordos com fornecedores de energia limpa.

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