'Não acessamos dados de usuários', diz presidente da Huawei

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Em sua cruzada contra a Huawei, o presidente americano Donald Trump enfrenta resistência de seus aliados quando o assunto é o 5G. A fabricante chinesa é imbatível em dois quesitos essenciais para qualquer governo: tecnologia e preço. Dúvidas sobre se a Huawei usa as redes para espionagem?  "Não acessamos dados de usuários", afirmou seu presidente, Liang Hua, em entrevista ao site alemão Deutsche Welle (DW).

Repetidas vezes, tanto ele quanto o fundador, Ren Zhengfei, afirmaram que a empresa não está a serviço de Pequim. O medo global do país comunista, porém, não deteve a Huawei, que hoje tem mais patentes 5G do que qualquer outra empresa no planeta. Além disso, é líder em dois campos estratégicos: especificações técnicas dos padrões 5G e infraestrutura e hardware necessários para redes de dados de quinta geração.

Segundo Liang Hua, "nossa cadeia de suprimentos usa produtos de todo o mundo". (Fonte: Sina Technology/Reprodução)

Ser líder não significa viver como um: por conta da inclusão na lista negra do Departamento de Comércio americano, a previsão dos prejuízos para os próximos dois anos beira os US$ 30 bilhões. “O casco do nosso barco ficou cheio de furos. Temos que consertar esses buracos um por um – a prioridade máxima agora é assegurar nossa sobrevivência."

Existência passa pela globalização

Isso significa não apenas redesenhar produtos como seguir em frente sem softwares e semicondutores americanos, como os da Intel e Qualcomm. “A Huawei expande seus negócios onde somos bem-vindos", disse Hua, acrescentando que “estaríamos isolados se usássemos apenas produtos desenvolvidos internamente. Apostamos na globalização. Se os EUA permitirem, continuaremos comprando componentes americanos", afirmou.

Os EUA não descansam em sua luta para impedir o avanço da Huawei pelo mundo. Porém, mesmo sob pressão americana, a empresa tem assento nos leilões do 5G pelo mundo (incluindo o Brasil).  "Jamais recebemos pedidos para fornecer informações ao Estado chinês. E, se um dia isso acontecer, não concordaremos. Apenas fornecemos equipamentos; não participamos de operações de rede. Não temos acesso aos que transmitimos", assegurou.

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