Funcionários da Google relatam experiências terríveis após protesto

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Os protestos de funcionários da Google contra a gigante (2018) acabam de receber novas evidências. Segundo um documento agora divulgado, a reação da empresa não foi nada positiva após o movimento e rendeu situações ainda mais embaraçosas.

Com existência revelada pela Recode e agora exposto pela Motherboard, seção de tecnologia da VICE, o documento detalha a experiência de 45 diferentes funcionários da Google participantes do movimento de 2018. Os relatos, datados como 8 de maio (2019), mostram como colegas de trabalho reagiram às diversas denúncias e se os problemas foram resolvidos.

As reações descritas no documento mostram que colegas não foram amistosos com os funcionários protestantes, rendendo situações de discriminação, remanejamento de pessoal e insultos.

(Fonte: VisualHunt)

Um dos relatos do documento detalha uma das mais graves situações: “Eu testemunhei em primeira mão (e depois ouvi por outros) de várias situações onde mulheres foram menosprezadas, insultadas e ignoradas. Como a segunda pessoa com maior tempo de empresa no time, eu sugeri em particular que o gerente deveria confrontar a situação. Depois dessa defesa, fui tirado da posição de liderança da equipe e fui movido para outra apenas com mulheres.”.

Um mar de denúncias

Cada um dos textos conta com um título chamativo, tais como: “Promoção negada por recuar”; “Ética e conformidade nem sempre tão éticas”; “Denunciei meu abusador e descobri que não fui o único”, e, por fim: “Vou pensar duas vezes antes de falar da próxima vez”.

A executiva da empresa Eileen Naughton fez um breve pronunciamento em nome da Google e admite que denunciar mau comportamento é uma atitude de coragem e que irão tentar dar suporte à essas pessoas de todas as formas. Ademais, afirma que todas as denúncias são investigadas rigorosamente e que estão trabalhando para tornar o processo mais fácil e transparente para o funcionário.

(Fonte: VisualHunt)

Não é a primeira vez que isso acontece, algumas semanas atrás a líder das paralisações alegou que a empresa retaliou as atitudes públicas de 2018 e deixou a empresa logo em seguida, deixando seu depoimento no Medium.

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