Huawei entra em 'modo de batalha' para combater crise nos Estados Unidos

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O governo dos Estados Unidos deu uma trégua de mais 90 dias para a Huawei antes de proibir a companhia de fazer negócios com empresas do país de uma vez por todas. A situação pode colocar a fabricante chinesa em maus lençóis, mas o fundador da companhia, Ren Zhengfei, já tem um plano de recuperação para a firma.

Segundo a Reuters, o chefe da Huawei enviou um memorando para seus funcionários na segunda-feira dizendo que a empresa está em "modo de batalha" para superar esse momento de "vida ou morte".

Em um texto cheio de referências militares, Zhengfei disse que pretende apostar na fabricação de componentes, cortar custos e tornar a empresa mais eficiente. “Se você não puder fazer o trabalho, abra caminho para o nosso tanque passar", declarou o executivo no documento. "E se quiser entrar no campo de batalha, pode amarrar uma corda ao redor do "tanque" para puxá-lo, todo mundo precisa dessa determinação!"

Ren Zhengfei(Fonte: Qilai Shen/Bloomberg)

O comandante da Huawei também revelou que a operação atual da companhia, que emprega cerca de 190 mil pessoas mundialmente, passará por uma reforma que acabará com diversos empregos.

O executivo ressalta que a empresa conseguiu alcançar números positivos no começo do ano, mas isso foi algo passageiro e que só foi possível por causa do público chinês. "Esse grande volume fez com que o fluxo de caixa ficasse bom, mas isso não representa a situação real", disse o executivo, explicando que as mudanças visam fazer a empresa ter sucesso a longo prazo.

De acordo com Zhengfei, o planejamento fará a Huawei passar por um período de renovação duro, mas auxiliará nas metas futuras da fabricante, como se tornar a maior companhia de smartphones do mercado. "Em 3 a 5 anos, a Huawei estará com sangue renovado. Depois de sobrevivermos ao momento mais crítico de nossa história, um novo exército vai nascer. Para fazer o que? Dominar o mundo", disse o executivo.

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