Fim de impostos a games causará desemprego, diz Zona Franca de Manaus

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Enquanto o público gamer torce pela isenção de impostos para jogos e consoles produzidos no Brasil, que na última semana passou pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, nem todos os setores da indústria estão empolgados com a proposta.

De acordo com o site Telesíntese, a Zona Franca de Manaus teme que esses benefícios, se forem expandidos para todo o País, prejudiquem a região. No cenário mais pessimista, a lei pode eliminar 500 empregos diretos e indiretos e cortar a produção de 70 mil unidades de produtos do setor. Quem afirma isso é o consultor da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Saleh Hamdeh.

Hamdeh conta que muitas empresas se instalaram na região por causa dos benefícios tributários para eletrônicos e passaram a fabricar consoles por aqui pela primeira vez — como a Sony e a Flextronics, responsável por fabricar o Xbox para a Microsoft). Outra preocupação inclui o fim da classificação de consoles e jogos na categoria de bens supérfluos. "Não nos parece fazer sentido o uso de instrumento constitucional para regular esse mercado", complementa o consultor.

Para onde vai a Zona Franca?

O local passa por dificuldades no setor de indústria, e o governo até estuda uma alternativa, chamada extraoficialmente de Plano Dubai. O TecMundo já contou a trajetória e a situação atual da Zona Franca de Manaus no quadro História da Tecnologia: clique aqui e confira.

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