Patinetes elétricas se tornam motivo de processo em cidade dos EUA

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Em San Diego (Estados Unidos), o número de patinetes elétricas nas ruas começou a incomodar vários cidadãos, que entendem que o uso dos equipamentos desperta um comportamento "sombrio" nos usuários, podendo ser confundido com falta de consciência e de educação. Para piorar a situação, as patinetes também são "abandonadas" de qualquer forma, mesmo em espaços privados, atrapalhando o tráfego de crianças, idosos e cadeirantes.

Depois de tantos problemas e reclamações sem resposta, dois homens se uniram com a ideia de rebocar e apreender as patinetes e só liberá-las mediante o pagamento de uma taxa. Eles são John Heinkel, de 55 anos, e Dan Borelli, de 43.

Juntos, eles lançaram a Scoot Scoop e começaram a trabalhar por conta própria, fazendo a propaganda de seus serviços no chamado método "boca a boca". Logo o negócio deu certo, com dezenas de cidadãos de San Diego ligando e pedindo que eles fossem retirar as patinetes que tinham sido deixadas em suas propriedades.

John Heinkel (à esquerda) e Dan Borelli em serviço. (Fonte: The Verge/Reprodução)

Começa a guerra contra as empresas de patinetes

O sucesso da removedora veio acompanhado de muita dor de cabeça para Heinkel e Borelli, como era de se esperar. Em março passado, duas das empresas que mantêm patinetes em circulação na cidade, a Bird e a Lime, entraram com processos na justiça contra a Scoot Scoop. Cada uma pede em torno de US$ 2 bilhões de indenização, alegando que estão sendo prejudicadas desde 2018 e que a companhia não tem nenhum aval da justiça com autorização para rebocar e apreender os veículos.

Heinkel e Borelli chegaram a ser atacados por alguns dos homens que fazem a recarga das baterias dos dispositivos. Recarregadores também já foram flagrados invadindo depósitos da Scoot Scoop e tentando libertar os equipamentos apreendidos.

Patinetes elétricas estacionadas irregularmente em San Diego. (Fonte: The Verge/Reprodução)

Apoio da população

Vários cidadãos demonstram apoio à Scoot Scoop simplesmente pelo fato de eles mesmos terem entrado em contato com as empresas responsáveis pelas patinetes e não terem sido ouvidos. Por esse motivo, os serviços de Heinkel e Borelli se tornaram tão úteis.

Na verdade, as patinetes não são as culpadas por serem estacionadas indevidamente. Mas o fato é que os usuários não mostram muita preocupação com os apelos daqueles que se sentem prejudicados.

Novela sem data para acabar

No dia 1º de julho, a cidade de San Diego adotou um novo regulamento que visa a uma interação mais responsável dos cidadãos com as patinetes. Enquanto isso, a Bird e a Lime seguem processando a Scoot Scoop por atividade abusiva e fora da lei.

O mais incrível nessa história é que a prefeitura parece não ter se manifestado. Agora, resta uma dúvida: Bird e Lime afirmam que a Scoot Scoop não tem direito de apreender suas patinetes, mas ela está apenas retirando os veículos de terrenos privados e com a autorização dos proprietários.

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