A empresa de consultoria MOB Inc. realizou uma pesquisa e revelou dados sobre a importância dos smartphones na vida dos brasileiros das classes C e D, além de mostrar que a inteligência artifical e outras tendências ainda não são um assunto tão em alta nas ruas do país.

O estudo foi realizado com 150 consumidores com idades entre 18 e 55 anos, de renda média entre R$ 488 e R$ 4.800, segundo os seus realizadores. Entre os participantes, 96% disseram que utilizam um smartphone como principal meio de acesso à internet.

A pesquisa aponta que os brasileiros das classes C e D não utilizam os aparelhos apenas para acessar redes sociais, mas também para trocar mensagens e fazer pesquisas, o que torna o dispositivo mais importante do que um computador de mesa, por exemplo.

Os números vão ao encontro com dados do IBGE: no fim do ano passado, o instituto apontou os smartphones como principal eletrônico para acesso de internet no Brasil, ao passo em que a quantidade de internautas aumenta no Brasil.

A Samsung é bastante popular no Brasil com seus intermediários. Imagem: Pixabay

Graças ao mercado crescente e à popularidade dos smartphones com as classes C e D, o Brasil acaba se tornando uma mina de ouro para as fabricantes de celulares voltados para o custo-benefício.

A Samsung e seus aparelhos da linha Galaxy J e Galaxy A são bastante populares no mercado brasileiro, que agora tem sido impactado com a chegada de grandes marcas chinesas. Segundo dados do Zoom, o interesse pelas fabricantes chinesas Xiaomi e Huawei chegou a crescer mais de 250% em apenas um ano. 

Nada de IA ou robôs

O estudo da MOB também indica que os brasileiros de classes mais baixas não estão por dentro de uma das principais tendências no mercado tecnológico: a inteligência artificial. Entre os entrevistados, 40% disseram que não conhecem conceitos de IA . Ainda assim, 86% responderam que já foram atendidas por robôs e reconheceram a tecnologia em funcionamento.

Além disso, 80% dos participantes alega que as tecnologias de atendimento automático precisam evoluir para garantir uma melhor experiência ao usuário. Quando o assunto são robôs, as respostas negativas também são grandes entre as classes C e D: 77% dos entrevistados do estudo disseram que são contra a adoção de máquinas em atividades diárias. O motivo? Insegurança com a tecnologia e valorização do trabalho humano.