Huawei tem como meta ser a maior fornecedora de smartphones do mundo até 2020, mas, com as recentes restrições de uso de tecnologias norte-americanas, a empresa está revendo essas projeções.

Zhao Ming, presidente da Honor, uma das marcas de celular da Huawei, disse em entrevista que ainda não é possível afirmar quais serão os planos da empresa. "Como a nova situação surgiu, é muito cedo para dizer se somos capazes de alcançar o objetivo", ressaltou.

De acordo com uma fonte ouvida pelo South China Morning Post, a Foxconn, fabricante de eletrônicos taiwanesa que fornece peças para diversas marcas, como Apple e Xiaomi, interrompeu várias linhas de produção de telefones Huawei nos últimos dias.

Segundo o jornal, a gigante chinesa teria reduzido os pedidos de novos aparelhos. Entretanto, os fabricantes de smartphones têm flexibilidade em seus cronogramas de produção e podem aumentar ou reduzir as encomendas para atender às mudanças nas condições.

Ainda não está claro se a produção reduzida é temporária ou parte de um corte de longo prazo, explicou o jornal.

Mercado

A Huawei foi a única marca de smartphones a aumentar o seu percentual de vendas no primeiro trimestre de 2019 em todas as regiões. A chinesa foi a segunda a mais vender aparelhos nesse período, atrás da Samsung e à frente da Apple.

No começo de maio, entretanto, os EUA anunciaram sanções que limitaram as relações comerciais de companhias estadunidenses com a Huawei. Assim, Google, Microsoft, empresas de chipset e outras cortaram ou diminuíram o fornecimento de tecnologia para a chinesa. Isso teria impactado a projeção de crescimento e lançamentos da empresa.