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Disputa comercial entre EUA e China deve diminuir PIB global

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Dados divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta terça-feira (21) mostraram que, depois de uma desaceleração no segundo semestre de 2018, a economia global se estabilizou. Porém, a previsão é de que nos próximos 2 anos o crescimento seja moderado e frágil.

O motivo da apreensão são as tensões comerciais. “O crescimento está se estabilizando, mas a economia está fraca, e há riscos muito sérios no horizonte”, alertou a economista-chefe da OCDE, Laurence Boone, em entrevista publicada pelo Quartz.

Para a OCDE, as tarifas comerciais impostas por Estados Unidos e China estão desacelerando  o crescimento e aumentando a inflação. Isso fará com que, até 2021, a produção econômica dos EUA fique em 0,2% e a da China em -0,3%.

Novo cenário

Futuro da economia global é 'um pouco sombria', diz economista-chefe da OCDE 

As tarifas extras anunciadas no início de maio devem dobrar o impacto negativo na economia global. Se for levado em conta o pior cenário possível, com tarifas de 25% sobre o comércio entre Estados Unidos e China, a previsão é de que, em 2021, o PIB global seja 0,7% menor.

Internamente, nesse contexto, os EUA teriam um declínio de crescimento de 0,9% e a China de 1,1%. O impacto disso em outros países é inevitável, dada a influência econômica de ambas as nações.

A economista-chefe da OCDE descreveu a perspectiva do futuro da economia global como “um pouco sombria”. Isso porque grande parte dos países não pode arcar com declínios de crescimento.

Dados

A expectativa da OCDE é de que o crescimento do PIB mundial caia de 3,5%, registrado em 2018, para 3,2% neste ano. Olhando para o futuro, em 2020 a expectativa é de que o crescimento fique em 3,4%.

O comércio global, por outro lado, deve crescer 2,1% neste ano — a menor taxa em 10 anos; em 2018, o crescimento foi de 3,9% e, no ano anterior, de 5,5%.

Entre os países do G20, Brasil, Arábia Saudita, África do Sul, Argentina e Índia deverão crescer em 2019, de acordo com OCDE.

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