Quando o mercado não consegue mais absorver trabalhadores e o desemprego se torna crítico, a tecnologia pode, às vezes, oferecer alternativas. Com o crescimento do uso de serviços de aplicativos, seja de delivery ou de transporte, aumenta também o número de pessoas que conseguem fazer deles uma forma de obter renda para pagar as contas. 

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada este ano, 17% dos 23,8 milhões de autônomos do país declararam os aplicativos como principal fonte de renda — ou seja, 3,8 milhões de pessoas. De acordo com dados de pesquisa do Instituto Locomotiva, cerca de 17 milhões de brasileiros utilizando os aplicativos para obter alguma renda, incluindo pessoas que trabalham em outras áreas e buscam um complemento com estes serviços.

(Fonte: Rappi/Reprodução)

Variedade

Uber, iFood, 99 e Rappi são os apps mais populares, mas existem outros, como DogHero e PetAnjo, nos quais você se oferece para cuidar de animais, Spinlister, onde você aluga equipamentos como bicicletas ou prancha de surf, GetNinjas e Triider, para quem podem oferecer as suas habilidades para outras pessoas como montador de móveis, pintor, técnico de informática e por aí vai.

Trabalhar como autônomo, entretanto, não é tão simples como parece: dedicação, organização pessoal e a necessidade de separar vida pessoal da profissional são essenciais para aqueles que querem — ou precisam — começar a trabalhar por conta própria. Mas ainda é um mercado em potencial, segundo o presidente do Instituto Locomotiva Renato Meirelles.

“Estima-se que 70% dos adultos das regiões metropolitanas já fizeram pelo menos uma compra por meio de apps”, declarou o executivo ao jornal Estado de S. Paulo.

Você trabalha ou já trabalhou com aplicativos? Qual foi a sua experiência? Conte nos comentários!