JPMorgan Chase, maior banco dos EUA, cria sua própria criptomoeda

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A partir de 2016, o Bitcoin se tornou assunto popular até mesmo entre pessoas que não entendem de tecnologia, mas que costumam estudar novas opções de investimento, principalmente as que não exigem limite mínimo para aplicações iniciais.

Na época, investir e realizar operações envolvendo criptomoedas foi tão difundido pela mídia, que o assunto começou a incomodar os bancos. Usar criptomoedas para realizar transferências e pagamentos era algo inimaginável até pouco tempo. A tecnologia funciona através de uma plataforma chamada blockchain, que fornece segurança, rapidez e taxas muito mais baixas do que aquelas que os bancos costumam oferecer.

No decorrer de 2017, temendo o impacto negativo que teriam, caso os clientes migrassem em massa para a blockchain, vários representantes de bancos deram opiniões contrárias à adoção das criptomoedas. Hoje, em 2019, estamos vivenciando uma reviravolta no mundo financeiro. De acordo com a CNBC, o JPMorgan Chase, maior banco dos EUA, anunciou a criação de sua própria moeda digital, a JP Coin.

Fonte: Bitcoin Exchange Guide

A JP Coin não será negociada livremente, como as outras criptomoedas. Ela terá o valor fixo, exatamente igual ao dólar (1 JP = US$ 1) e será usada basicamente para facilitar transações, reduzindo custos/riscos e tornando o processo mais rápido e transparente. Ainda, por estar em fase de testes, apenas pessoas jurídicas estão aptas a utilizá-la, e somente em operações corporativas.

Embora seja uma das maiores instituições financeiras do planeta, o JPMorgan, que movimenta trilhões de dólares diariamente, não foi o primeiro banco a ter uma moeda digital própria. O Signature Bank, com sede em Nova Iorque, começou a operar com sua própria plataforma blockchain no dia 1º de janeiro de 2019. Como a JP Coin, sua unidade de operação também está atrelada ao valor do dólar. O JPMorgan também já havia se aventurado na blockchain, em 2018. Naquela ocasião, suas operações eram baseadas na plataforma do Ethereum, propondo aos clientes corporativos a utilização de tokens digitais no lugar de diamantes e barras de ouro.

Joseph DePaolo, CEO do Signature, disse que o banco que não se familiarizar com a blockchain, pode desaparecer dentro de, no máximo, sete anos.

É importante frisarmos a declaração de DePaolo, uma vez que Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, que é dezenas de vezes maior que o Signature Bank, havia afirmado, em 2017, que o Bitcoin era uma “fraude”, e que era “perigoso demais” para quem investia nele. Meses depois, Dimon disse que se arrependeu das declarações a respeito do Bitcoin, embora ainda negasse estar interessado na moeda digital mais popular do mundo.

Atualmente, o banco afirma que “sempre acreditou no potencial da blockchain como plataforma para operações financeiras, assim como apoiam as criptomoedas, desde que elas sejam devidamente controladas e reguladas".

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