A diretora financeira da Huawei Meng Wanzhou está de volta em liberdade após pagamento de fiança, informou a agência de notícias Reuters. Ela havia sido detida na última quinta-feira (6) a pedido de autoridades dos Estados Unidos e acusada de violar sanções comerciais impostas pelo país norte-americano ao Irã, mas teve a soltura concedida por um tribunal canadense na noite de ontem (11).

Para deixar a detenção, a defesa da executiva e filha do fundador da Huawei pagou US$ 7,5 milhões, cerca de R$ 29 milhões.  As condições para a soltura incluem a retenção de seus dois passaportes, o uso de uma tornozeleira eletrônica e a permanência em uma de suas residências na cidade de Vancouver. Agora, ela aguarda o julgamento do pedido de extradição para os EUA marcado para o dia 6 de fevereiro.

Ainda de acordo com a agência, a China ameaçou o Canadá de "graves consequências" caso a executiva da Huawei continuasse presa. Uma dessas possíveis consequências aconteceu ainda ontem, antes da libertação de Wanzhou, quando o ex-diplomata canadense Michael Kovrig foi preso na China sem qualquer motivo aparente.

Trump pode intervir

Em entrevista à Reuters, o presidente estadunidense Donald Trump disse não descartar intervir no caso para evitar um conflito comercial. “Faço qualquer coisa que seja boa para nosso país”, afirmou o mandatário. “Se for necessário posso intervir se acreditar que isto será bom para o maior acordo comercial já feito; algo muito importante e bom para a segurança nacional”.