O presidente dos EUA, Donald Trump, quer ampliar de 10% para 25% a taxa cobrada sobre qualquer produto fabricado na China e trazido para o país norte-americano, mesmo aqueles desenvolvidos por empresas estadunidenses.

Apesar dos apelos feitos por Pequim para que a ideia não seja leva adiante, Trump disse em entrevista ao Wall Street Journal que um recuo seu demandaria um recuo da China em relação às suas políticas para empresas estrangeira — atualmente, uma companhia estrangeira só pode atuar na China se criar uma parceria comercial (uma joint venture) com uma empresa local.

“O único acordo [possível para que um recuo acontecesse] seria a China abrir o seu país à competição dos Estados Unidos. Assim como em outros países, isso cabe a eles”, disse o mandatário eleito em 2016.

TrumpDonald Trump diz que impasse pode ser resolvido se a China também recuar. (Fonte: Gage Skidmore)

Esse aumento das taxas cobradas para importação, porém, causa controvérsia, afinal os EUA importam US$ 200 bilhões por ano da China. Quando perguntado se o aumento de imposto seria aplicado também a bens como iPhones e notebooks, Trump não confirmou, mas deixou claro que isso pode vir a acontecer e que os consumidores de seu país podem arcar com o aumento.

“Talvez, talvez. Depende do que é essa taxa. Digo, eu posso colocar 10% e as pessoas poderiam bancar isso muito facilmente”, afirmou o presidente dos EUA.

Reação

Apple importa os seus produtos já montados da China, ou seja, são bens de consumo que podem ter de pagar uma taxa 100% superior caso Trump leve adiante a ideia de aumentá-la em 10%. Segundo a Reuters, a Apple está preocupada com a medida e entende que mais impostos não são a solução ideal para os impasses comerciais entre os dois países.

“O CEO da Apple Tim Cook falou pessoalmente a Trump sobre a questão das tarifas, dizendo ao presidente que, embora haja preocupações válidas sobre as relações comerciais EUA-China, as tarifas não são a melhor maneira de resolvê-las”, registra a agência de notícias.

Já o governo chinês se posicionou a respeito das declarações do presidente dos EUA dizendo apenas que espera “uma saída positiva” para o impasse da reunião do G20 que acontece em Buenos Aires, Argentina, entre os 30 de novembro e 1º de dezembro. Tanto Trump quanto o presidente chinês Xi Jinping estarão presentes.

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