Estudantes estariam trabalhando ilegalmente em montagem de Apple Watches

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As alegações sobre uso de estudantes em trabalho ilegal na China não são novidades e a própria Appleadmitiu no passado que a Foxconn, montadora de vários de seus produtos, tenha participado de um programa de experiência com carga horária excessiva. Agora, o assunto volta à tona com o Sacom, grupo de direitos humanos com sede em Hong Kong, apontando práticas semelhantes e, mais uma vez, com a Maçã no meio da história.

Repetimos o mesmo procedimento por centenas e milhares de vezes todos os dias, como um robô, diz um aluno

O caso foi revelado por uma reportagem do Financial Times. Alunos do ensino médio estariam sendo empregados irregularmente pela Quanta Computer para montar Apple Watches na China continental. Segundo o texto, a empresa estaria atuando sob “capacidade máxima” na produção da Series 4 do aparelho com a ajuda de jovens enviados pelos seus professores para um “estágio” na cidade chinesa de Chongqing.

O Sacom disse ter entrevistado 28 pessoas, que afirmaram ter ido para a fábrica pelos seus mentores para esse “estágio”, mas que no final das contas realizaram os mesmos trabalhos que outros operários da linha de montagem e frequentemente faziam horas extras e turnos noturnos, ambos ilegais para estudantes internos, de acordo com a lei chinesa. Onze aprendizes disseram que seus docentes ameaçaram graduá-los no período certo caso eles não completassem esses “estágios”.

appleApple Watch Series 4. Fonte: Apple

Uma das vítimas desse esquema teria confessado ao Sacom que há cerca de 120 alunos de sua escola no quarto andar da fábrica F5 da Quanta, em Chongqing. "Repetimos o mesmo procedimento por centenas e milhares de vezes todos os dias, como um robô."

Apple disse que vai abrir investigação sobre o caso

A gigante de Cupertino disse já estar apurando as acusações e adiantou que estabelece critérios rigorosos junto aos seus fornecedores — o que naturalmente inclui a exigência de cumprir as leis trabalhistas.

De acordo com a Maçã, no episódio anterior, com a Foxconn, não foram encontradas evidências de trabalho forçado, ainda que hajam confirmações de excedente das 40 horas legais de trabalho dos estudantes envolvidos na linha de produção do iPhone X.

A Apple publica um “relatório anual de progresso de responsabilidade do fornecedor” que detalha suas próprias auditorias e condições de emprego. A mais recente, de março deste ano, revelou 44 "violações principais", após uma auditoria de 756 fornecedores em 30 países.

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