A essa altura você deve estar ciente do que se trata a blockchain, certo? É a tecnologia que descentraliza dados para criptografar as informações. Ela costuma ser associada às transações de moedas digitais, a exemplo da Bitcoin, mas vem sendo a cada dia mais usada em várias outras frentes — em dispositivos da Internet das Coisas ou como nova forma de proteger direitos autorais, por exemplo.

Por enquanto, os Estados Unidos continuam sendo referência no setor, mas esse cenário deve mudar muito em breve. Mais precisamente, até 2023. Uma pesquisa realizada pela firma de consultoria e auditoria PricewaterhouseCoopers (ou PwC) perguntou a 600 executivos de 14 nações a respeito de quem é o atual e qual seria o futuro líder de desenvolvimento da blockchain no mundo.

Segundo o levantamento, na atual temporada os ianques ficaram na frente, com 29%, enquanto a China aparece em segundo, com 18%. A Austrália vem em terceiro, com 7%, e o Japão em quarto, com 6%. Dinamarca, Índia, Hong Kong e Reino Unido estão empatados com 5%.

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Mas isso muda quando falamos sobre o mercado de cinco anos à frente. Nesse cenário, a China é quem carrega o título de “superpotência blockchain”, com 30%. Os Estados Unidos caem para a vice-liderança, com 18%, enquanto o Japão cai para 4% e a Austrália e a Índia sobem um ponto percentual.

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Uma das razões para essa mudança de panorama seriam a falta de planejamento e de produtos relacionados à blockchain para as próximas temporadas — entre os próprios executivos entrevistados, apenas um quarto possuem algum projeto em desenvolvimento. Para quem acompanha o noticiário de tecnologia essa mudança de cenário não soa assim tão surpreendente, certo? E a cada dia vem se concretizando.