Quando a Microsoft anunciou seu novo tablet 2 em 1 “barateza” Surface Go no mês passado, muita gente ficou se perguntando a razão da companhia ter usado o processador Intel Pentium Gold 4415Y ao invés de chipset Qualcomm Snapdragon e arquitetura ARM. Isso porque a empresa já vem trabalhando em otimização de performance de bateria e mobilidade com Snapdragon e ARM em dispositivos híbridos com o Windows 10.

Segundo relatos de quem já testou o Surface Go, o aparelho poderia se aproveitar da arquitetura ARM para oferecer menos consumo de bateria

Agora, de acordo Paul Thurrot, veterano na cobertura sobre os assuntos envolvendo a Microsoft, disse que o motivo da escolha foi justamente um "pedido insistente" da própria Intel, que ultimamente vem sendo pressionada pela evolução das concorrentes. Nenhum chip bem-sucedido na seara dos smartphones é 100% compatível com aplicações x86 em laptops, o que mantém a vantagem para a fabricante. Contudo, já há emulação para isso e o Surface Go, segundo quem o avaliou, poderia mesmo ter uma bateria mais duradoura caso usasse ARM.

Embora a Intel domine o mercado de laptops, a chegada do Snapdragon 850 e do Cortex-A76, da ARM, nas próximas temporadas, devem acirrar a competição, pois são dois processadores que já devem entregar desempenho superior com mínimo consumo de energia. Além disso, a Microsoft vem desenvolvendo comunicação entre hardware e suporte de nuvem com design ARM.

armComparação do desempenho do chipset ARM Cortex-A76 com os Intel disponíveis no mercado

E essa disputa fica ainda mais árdua com a evolução dos componentes da AMD e a NVidia. Como resposta a Intel tem na manga a troca dos chipsets em litografia de 14 nm para 10 nm. Entretanto, isso já vem atrasando há algum tempo e agora só deve chegar mesmo no final de 2019. Para os consumidores, essa competição é boa, porque pode ampliar a gama de produtos de boa performance e até mesmo diminuir os preços. Seguimos acompanhando.