O Brasil foi confirmado pelo segundo ano consecutivo na nona colocação do ranking mundial de softwares e serviços. O levantamento foi divulgado na 8ª Conferência Anual da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), que utilizou dados da consultora IDC no relatório.

O país fechou 2017 com um mercado que vale US$ 18,6 bilhões (ou 1,6% do total mundial) — um valor relativamente alto, que deixa o Brasil próximo da Austrália, oitava colocada, e na frente de nações como Itália e Holanda. Hoje, o setor de software representa 1,9% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional.

Todos os indicadores brasileiros aumentaram de 2016 para o ano passado, incluindo a quantidade de empresas atuando no setor: 17 mil companhias. Desse total, 49,3% são empresas consideradas micros (com 10 funcionários ou menos) e 46,2% são pequenas (de 10 a 99 empregados). Só 0,5% é considerada grande, tendo 500 ou mais colaboradores.

E só tende a crescer

"O ano de 2017 evidenciou uma retomada no crescimento do setor de TI no Brasil, após um 2016 difícil. Foi o ano do início da recuperação que esperamos continuar em 2018, com a retomada dos investimentos em tecnologia, que não podem mais ser postergados", afirma Jorge Sukarie, presidente do Conselho da ABES.

A projeção atual indica que o mercado brasileiro de tecnologia da informação crescerá 4,1% em 2018, seguindo tendências como o amadurecimento das tecnologias ligadas à Internet das Coisas e uma expansão do mercado de tablets e smartphones para o ramo corporativo, além de assuntos como Big Data/ Analytics, Cognitive/AI, cloud pública e multicloud. O estudo completo estará disponível no site da ABES a partir do dia 21 de agosto.