Apple sempre investiu bastante em suas campanhas de marketing. Ao longo das décadas, pudemos ver “1984”, durante o Super Bowl do mesmo ano; o vídeo de “Think Different”, dos anos 90; e o “Get a Mac”, de 2000, só para citar alguns, que sempre buscaram um diferencial com foco no comportamento de cada época. Atualmente, a Gigante da Cupertino aborda mais a estética e o estilo de vida, incluindo pitadas de humor e de elementos que tornaram esses vídeos em virais nas redes sociais.

Para saber mais como essas mudanças impactaram a vida dos consumidores, a UserTesting realizou um levantamento sob demanda e publicou os resultados no estudo “2018 CX Study: Apple iPhone Ads”. O relatório reúne as reações de 200 consumidores de dispositivos iOS e Android, em dois grupos. Um deles corresponde à “Geração Z”, de 18 a 25 anos, e o outro é composto pelos “Baby Boomers”, que atualmente têm mais de 55 anos.

Ambas as divisões opinaram a respeito de três propagandas recentes do iPhone: “Sticker Fight”, “Feirinha” e “Desbloqueie com o olhar”. "Os novos anúncios do iPhone apresentam situações confusas, cortes rápidos e cores saturadas. Não há dúvida de que a Apple está pensando diferente de novo, mas desta vez não está claro o que a empresa pretende. Ao registrar as percepções humanas reais, o UserTesting se propôs a descobrir o porquê”, diz Michael Mace, vice-presidente de marketing de produtos da UserTesting.

Relatório confirma direcionamento para os consumidores mais jovens

Segundo os participantes da avaliação, os anúncios dos iPhones são destinados à jovens e crianças e muitos consumidores de iOS e Android na faixa etária dos “Baby Boomers” não conseguem se relacionar com o conteúdo — eles, inclusive, classificam os comerciais de “bobos” e “caóticos”. Até mesmo quem é fã de Android e faz parte da “Geração Z” é mais abertos às novas campanhas do que os mais velhos.

Para os boomers, os vídeos, que muitas vezes mais se parecem divulgação de editorial de moda, trazem “medos” que eles antes viam na ficção científica. A tecnologia de reconhecimento facial da Apple, por exemplo, criou desconforto e preocupações com privacidade e segurança em muitos do clientes mais antigos. Para alguns, isso até mesmo gerou o temor de serem rastreados no metrô — ou locais públicos que possuam algum grau de identificação digital.

Ainda que pareça arriscada, especialmente por ignorar uma faixa de público com grande poder aquisitivo, a estratégia parece surtir efeito — principalmente se você levar em consideração a vontade da companhia em renovar sua audiência e aumentar a fidelidade aos seus aparelhos.

"A abordagem do marketing da Apple para o iPhone, com base na faixa etária, parece estar valendo a pena. Em uma pesquisa de 2018, Piper Jaffray descobriu que 84% dos adolescentes dos Estados Unidos esperam ter um iPhone como seu próximo telefone, em comparação a 65% em 2014. Como a fidelidade à marca do smartphone começa cedo e é difícil mudar, é provável que a Apple esteja realmente tentando algo nesse sentido”, complementa Mace.

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