Pode ser que você já tenha entrado em contato com uma empresa no Facebook só para ser respondido por um atendente que não é humano. Mesmo assim, ele soube reconhecer o problema, dar opções para encontrar uma solução e pode até ter colocado você para falar diretamente com um funcionário, caso não tenha conseguido resolver a situação.

Esse atendente era um chatbot, uma tecnologia que ficou popular nos últimos anos, impulsionada principalmente pelos avanços nas áreas de machine learning e inteligência artificial, além da onipresença das plataformas e aplicativos de mensagens. O próprio nome explica o conceito de forma bem simples. Ele é a junção das palavras em inglês chat (conversa) e robot (robô).

Um emoji.

Mas qual é a função deles?

As possibilidades são muitas e mais alternativas com certeza serão exploradas à medida que essa tecnologia seguir evoluindo. Atualmente, os chatbots são usados principalmente para guiar o usuário por uma série de perguntas e respostas estabelecidas pelos desenvolvedores. Pense em um daqueles livro-jogos com escolhas que mudam o final da história, por exemplo.

Na prática, eles podem aparecer em serviços completamente diferentes, indo de chamar um carro até pedir uma pizza. Outras funções também podem incluir selecionar notícias que sejam do seu interesse, encontrar o cinema mais próximo com o filme que você quer ver, mostrar receitas com ingredientes específicos ou achar o tutorial em vídeo ideal para a maquiagem que você acabou de comprar. Tudo isso existe e está acessível até mesmo para pequenas e médias empresas.

Mas embora possam ser muito úteis na solução de problemas simples, dá para perceber como esse campo ainda tem bastante potencial a ser explorado. É por isso que é tão importante continuar investindo em técnicas de aprendizado de máquina que resultem em chatbots melhores, capazes de aprender um pouco mais a cada conversa.

Um celular.

O que é preciso para fazer o meu?

Quando você toma a decisão de desenvolver um chatbot, precisa levar algumas coisas em consideração antes de entrar na parte prática da coisa. Para começar, é importante ter um plano bem definido do tipo conversa que o usuário pode esperar ter com a criação. Inicie respondendo qual será o objetivo principal do serviço. Você quer atrair novos clientes? Servir como um canal para tirar dúvidas? Facilitar o processo de compra?

Outra questão fundamental envolve a forma como o bot se comunica. Toda empresa quer ter uma imagem unificada, presente tanto na linguagem visual como no atendimento dos colaboradores. Quando o chatbot for criado, tenha em mente que ele estará representando algo ou alguém, sendo preciso estabelecer critérios que atendam essas necessidades.

No momento em que esses pontos estiverem bem definidos, você pode partir para encontrar a plataforma ideal. Existem opções para fazer chatbots simplificados nos serviços de mensagens mais populares, mas você vai querer ter habilidades de programação em Python e conhecimentos de deep learning para entender e poder fazer alterações mais precisas no robô.

Só com isso em mente, já dá para ver que construir um chatbot requer atenção em várias vertentes, da escrita do código à decisão sobre o tom dos textos. As questões apresentadas aqui são um ponto de partida para você começar a estudar e entender como funcionam essas ferramentas que serão utilizadas com ainda mais frequência no futuro próximo.