A presença de banda larga fixa em residências brasileiras cresceu 2,49% durante o segundo trimestre de 2018, o maior índice de toda a América Latina segundo divulgada nesta semana pela empresa Business Bureau. Tal crescimento coloca o país adiante de vizinhos como Colômbia (2,17% de crescimento), México (2,06%), Equador (1,92%) e Peru (1,27%). A mesma pesquisa aponta que a penetração da banda larga em toda a América Latina é de 42%.

No Brasil, o setor é dominado pela Net, com 35% do mercado, seguida da Vivo (25%) e da Oi (21%). O site TeleTime destaca que provedores regionais já acumulam 18% do setor e, em breve, devem assumir a terceira posição no lugar da Oi.

Outra visão

Apesar do avanço, o Brasil ainda é o sexto país latino-americano com maior penetração de internet banda larga fixa segundo pesquisa da Global Data, ficando atrás de Uruguai, Argentina, Chile, Costa Rica e México. O estudo aponta que a região terminará o ano de 2018 com 82,2 milhões de conexões, aumento de 6% em relação ao final de 2017.

Ainda de acordo com o relatório da Global Data, a penetração das conexões banda larga na América Latina está em 12,3%, um pouco abaixo da média global, de 13,4% — a título de comparação, a Europa ocidental tem 35% e a América do Norte tem 30,7%.

“Todavia, os níveis de adoção de banda larga fixa na América Latina variam amplamente”, pondera o pesquisador da GlobalData Marcelo Kawanami. “Enquanto o Uruguai apresenta uma penetração de 26%, países como Paraguai, Guatemala, Bolívia e Honduras ainda estão abaixo de 5%.”

A pesquisa indica que planos nacionais para incentivar a ampliação da banda larga são a saída para resolver a situação ruim em países onde a média local de adoção está bem abaixo da média regional. Recentemente, um estudo da Huawei citou que o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) é um dos aspectos positivos do Brasil nesse sentido.