O governo dos EUA começou hoje a eliminar o banimento que a chinesa ZTE sofreu no país. A empresa poderá voltar a operar nos EUA, mas, nesse primeiro momento, apenas para dar suporte aos produtos que a empresa já entregou para clientes. Isso significa permissão para enviar atualizações de software e segurança para smartphones, bem como para aparelhos de infraestrutura de rede.

Por enquanto, a ZTE não poderá vender nenhum tipo de produto ou serviço, mas é possível que essa situação seja revertida nos próximos meses. A empresa fez um acordo com o governo norte-americano e pagou uma multa de US$ 1 bilhão por não ter seguido as sanções dos EUA conta Iran e Coreia do Norte. A ZTE aparentemente vendeu aparelhos de telecomunicações para esses países, o que ficou proibido para qualquer empresa interessada em fazer negócios na terra do Tio Sam.

Existe a possibilidade de que, mesmo pagando a multa bilionária e cumprindo todas as exigências dos órgãos de comércio, a ZTE acabe ficando prejudicada

O congresso norte-americano ainda precisa votar o fim do banimento da ZTE do mercado dos EUA, e alguns senadores são contra permitir que a empresa volte a operar completamente por lá. Por isso, existe a possibilidade de que, mesmo pagando a multa bilionária e cumprindo todas as exigências dos órgãos de comércio, a ZTE acabe ficando prejudicada.

Além dessa preocupação, o FCC, a Anatel dos EUA, estuda criar restrições para empresas consideradas “risco à segurança nacional”. Com essa medida, algumas companhias estrangeiras poderiam ser impedidas de vender equipamentos para infraestrutura de rede por lá. Essa medida, contudo, tem focado exclusivamente em ZTE e Huawei até o momento.