Como parte de seu plano para demitir 9% da sua força de trabalho, a Tesla decidiu também fechar “cerca de uma dúzia” de fábricas de painéis solares adquiridas na compra da SolarCity. Todas as instalações ficam nos EUA, e os funcionários afetados serão dispensados ou reposicionados em outras das 60 fábricas de painéis que permanecem funcionando. As informações são da Reuters, que confirmou o fechamento dessas instalações em com a Tesla.

Com a redução de sua força de trabalho, a Tesla pretende tornar sua operação mais enxuta e, com isso, se tonar uma empresa lucrativa já no segundo semestre de 2018. Não se sabe exatamente quanto dinheiro a companhia poderá economizar com a dispensa desse pessoal.

Além de painéis solares tradicionais, essas fábricas produziam também telhas capazes de gerar eletricidade através da luz solar, produto apresentado por Musk durante evento em 2017. O CEO da Tesla acredita que, eventualmente, seu negócio de produtos para energia solar — telhas, painéis, baterias etc. — será tão importante para a companhia quanto o negócio automotivo, trazendo a mesma quantidade de receita.

"Uma das principais razões pelas quais adquirimos a SolarCity foi a possibilidade de usar nossas lojas da Tesla para vender não apenas carros, mas também produtos para geração de energia solar. Isso representa um benefício exclusivo que é demonstrado pelo crescente número de clientes de veículos Tesla que também estão comprando produtos de energia em nossas lojas, e a reorganização [dos negócios] não afeta isto", declarou a companhia em comunicado oficial à Reuters.