Os processadores de entrada para dispositivos móveis podem estar com os dias contados, de acordo com fontes da indústria ouvidas pelo DigiTimes. O motivo seria a baixa demanda para esse tipo de chipset, já que as fabricantes estão investindo mais nos topos de linha, que contam com margens de lucro maiores. A Qualcomm e a MediaTek já estariam mais concentradas em fazer processadores focados em inteligência artificial, por exemplo.

Além disso, a melhoria no desempenho nos smartphones de entrada diminuiu de forma significativa a distância entre o poder de processamento desses aparelhos. Dessa forma, seria mais interessante financeiramente para as fabricantes criar smartphones na chamada categoria dos intermediários avançados, posicionados logo abaixo dos topos de linha.

Um exemplo do tipo de processador que deve ficar cada vez mais frequente é o Snapdragon 710.

Um exemplo do tipo de processador que deve ficar cada vez mais frequente é o Snapdragon 710, anunciado pela Qualcomm no mês passado. Ele é inferior ao Snapdragon 845, mas leva para os intermediários funções antes vistas apenas nos celulares mais caros, usando a inteligência artificial para trazer melhorias para o processamento de imagem e gerenciamento de bateria.

No entanto, isso não quer dizer que os celulares de entrada vão deixar de existir. Ainda existe um grande mercado para quem busca aparelhos mais acessíveis, embora ele não seja tão lucrativo. A diferença é que esses dispositivos terão os mesmos processadores vistos em smartphones que ficam uma categoria acima, efetivamente acabando com o que atualmente entendemos como chips de entrada. De acordo com o DigiTimes, as séries Snapdragon 700 e 600 devem equipar esse tipo de aparelho no futuro.