A Xiaomi anunciou uma mudança de planos e resolveu adiar a abertura de seu capital na bolsa de valores de Xangai, na China. Inicialmente, a companhia planejava realizar uma oferta inicial de ações (IPO) de forma simultânea na China e em Hong Kong, mas apenas esta permaneceu inalterada.

Em uma postagem feita na rede social Weibo, a empresa anunciou a mudança, mas não prestou qualquer esclarecimento sobre a razão pela qual tomou tal decisão. A Reuters, porém, cita contato com três fontes inteiradas do tema para afirmar que a o adiamento acontece por disputas com o governo chinês a respeito da valorização da empresa no país.

A negociação das ações da Xiaomi na China se daria por meio do novo método de CDR, sigla para Recibos Depositários da China. Contudo, a disputa entre o valor estipulado pela Comissão de Regulamentação de Valores da China (CSRC), o órgão regulador chinês, e aquele desejado pela Xiaomi deve ter sido o grande responsável pelo impasse que resultou no adiamento da IPO da fabricante em sua terra natal.

Impasse

Segundo a Reuters, a intenção da Xiaomi era obter uma avaliação alta na China para animar investidores de Hong Kong, portanto, a possibilidade de não alcançar a valorização esperada fez a empresa alterar os seus planos.

As avaliações pré-IPO da Xiaomi apontavam para uma avaliação do grupo girando entre US$ 65 bilhões e US$ 85 bilhões. O anúncio da desistência da abertura de capital na China reduziu essa avaliação para a faixa entre US$ 55 bilhões e US$ 75 bilhões.

Nem a Xiaomi nem a CSRC se posicionaram publicamente a respeito das novas revelações.
Já a IPO em Hong Kong deve acontecer nos próximos dias.