A humanidade sonha com carros voadores há mais de 100 anos, e alguns até morreram tentando testar as suas invenções, mas foi só nesta década que a tecnologia avançou o suficiente para tornar possível a fabricação em massa desse utilitário pessoal. 

A Boeing, fundada 1 ano antes de Glenn Curtis ter inspirado "Os Jetsons", iniciou em 2017 o ‘GoFly’: um concurso aberto a todos para criar propostas de aeronaves pessoais urbanas, algo que moldaria o nosso futuro e revolucionaria a forma como nos locomovemos nos dias de hoje. 

GloFly: o futuro dos transportes aéreos pessoais

A primeira fase da iniciativa da Boeing foi finalizada; foram mais de 3 mil competidores de 95 países. A premiação de US$ 2 milhões que a Boeing colocou na mesa tornou a competição ainda mais acirrada, pois, além do dinheiro, as equipes finalistas terão acesso a toda a rede de engenheiros, cientistas e outros profissionais extremamente qualificados da indústria aeroespacial para auxiliar no desenvolvimento do protótipo final. 

 A lista dos dez melhores, que inclui equipes dos EUA, da Holanda, do Reino Unido, do Japão e da Letônia, apresenta designs que se parecem com os esboços das máquinas voadoras de Leonardo da Vinci.

A fase I apenas exigia que as equipes apresentassem o projeto e as especificações técnicas; ainda não conseguiremos ver uma corrida de pods na vida real — sorry, fãs de Star Wars. Cada uma que alcançou o top ten recebeu US$ 20 mil, mas qualquer um pode participar do concurso para a Fase II, que terminará em março de 2019; dessa vez, as equipes terão que construir um protótipo funcional e demonstrar um voo de teste. As quatro melhores equipes após a Fase II ganharão US$ 50 mil.

Para vencer o desafio Final Fly-Off, que acontecerá no outono de 2019, o veículo deve decolar na vertical e levar um passageiro a uma distância de 20 milhas — 32 quilômetros. A grande equipe campeã ganhará US$ 1,6 milhão.

Embora as regras da GoFly sejam bem claras de que os veículos devem ser criados com a segurança em mente, muitos dos projetos que passaram da Fase I parecem, francamente, um tanto mortíferos. Você provavelmente não gostaria de estar em cima, muito menos dar uma voltinha pela cidade com seu filho.

Ainda não está claro o propósito desses veículos na sociedade. Será que os vencedores poderão licenciar sua tecnologia para empresas como a Uber, que esperam revelar táxis voadores em um futuro próximo? Ou os transportes se tornarão mais um brinquedo bem caro para crianças crescidas?

As equipes mantêm a propriedade legal e intelectual de suas criações, portanto essas decisões podem se resumir a seus próprios objetivos e a objetivos individuais. Contudo, com todos os membros influentes da comunidade aeroespacial que os concorrentes encontrarão ao longo do caminho, é provável que vejamos alguns desses veículos VTOL se tornarem realidade assim que o desafio finalizar.

O que achou dos projetos? Teria coragem de voar em algum desses? Conte pra gente nos comentários!