A Microsoft anunciou nesta terça-feira (05) que o seu primeiro data center submarino entrou em operação. A empresa vinha trabalhando nesse projeto conhecido com Natick há muitos anos, mas, até agora, só havia feito testes com máquinas experimentais. O data center que empresa submergiu na costa Escócia é o primeiro a se integrar de fato à estrutura comercial de computação em nuvem da empresa.

O equipamento que a Microsoft colocou no fundo do mar nesta semana conta com 12 conjuntos com um total de 864 servidores, os quais precisam de cerca de 1 megawatt de eletricidade para funcionar. Toda a energia que utilizam para funcionar vem de fontes renováveis, como produção solar, eólica e até gerada através das ondas do mar.

A Microsoft resolveu submergir seus servidores no fundo do oceano para economizar energia com resfriamento

A Microsoft resolveu submergir seus servidores no fundo do oceano para economizar energia com resfriamento. Assim, seus data centers consomem muito menos eletricidade, precisam de menos manutenção e se tornam mais sustentáveis. Como o fundo do mar é normalmente mais gelado que a superfície, especialmente na costa de países mais ao norte da Europa como a Escócia, a água serve como um elemento de resfriamento natural para os servidores.

Nesse primeiro momento, a Microsoft vai monitorar os dados obtidos com os sensores de humidade internos da carcaça pressurizada criada especialmente para os servidores e também conferir se o equipamento não estará tendo qualquer impacto negativo no meio ambiente.

microsoftEngenheiros posicionam servidores dentro da estrutura que vai protegê-los da água.

Caso o projeto se mostre viável, a empresa espera implantar data centers submarinos no mar próximo de grandes centros urbanos, onde existe de fato da demanda por conexões com alta velocidade e acesso imediato à nuvem. Isso é interessante pois mais da metade da população mundial vive em até 200 km do mar.