Netflix reúne fãs em mais de 190 países e tornou-se símbolo de maratonas de séries e acesso a filmes online. Porém, não é novidade que seu surgimento aconteceu fora do universo digital, por meio do serviço de aluguel de DVDs. Pensou que a companhia já havia deixado isso de lado? É aí que você se engana.

As duas opções foram separadas em 2011, e a mais antiga foi transferida para o domínio DVD.com. Mas, por incrível que pareça, ela ainda continua ativa nos Estados Unidos, gerando um montante considerável. Segundo relatório do canal de notícias financeiras CNBC, só no primeiro trimestre de 2018, seu lucro operacional foi de US$ 56 milhões, com uma receita de US$ 99 milhões. E esse resultado tem algumas explicações.

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A primeira delas é que parte de seus usuários reside em áreas com internet de baixa velocidade, o que torna assistir filmes online um pouco mais complicado. Portanto, pagar uma taxa fixa, que pode variar de US$ 5 a US$ 12 por mês, por um serviço em que se aluga e devolve DVDs e Blu-rays sem sair de casa parece simples e barato.

Já a segunda razão pode estar interligada ao fato de o catálogo de aluguel ser muito amplo, contando com 100 mil títulos, seleção bem acima da disponibilizada pelo streaming, com 5,6 mil títulos. Por outro lado, um ex-funcionário da DVD.com admitiu ao canal de negócios que ainda existe a possibilidade de vários estarem pagando sem ao menos saber, pois nunca solicitam os produtos oferecidos.

A ironia disso tudo é que a Netflix foi uma das responsáveis pela quase extinção desse mercado, prejudicando a Blockbuster, líder no segmento por muito tempo. Mesmo com a redução a cada ano do número de assinantes e a possibilidade de a opção não durar muito, a companhia ainda mantém 17 centros de distribuição no país — 33 unidades a menos do que já possuiu.