Seguindo o que já fizeram Google e Facebook, agora a plataforma de pesquisa Bing também proibiu publicidade sobre criptomoedas em sua plataforma. A medida começa a valer a partir de junho, sendo que a fiscalização dos anúncios terá início somente em julho, deixando o prazo de 1 mês para que as empresas se adaptem.

O anúncio foi feito em um post no blog da plataforma, no qual Melissa Alsoszatai-Petheo, gerente de políticas de publicidade, escreveu: “Estamos sempre avaliando nossas políticas para garantir uma experiência segura e envolvente para os usuários do Bing. Como criptomoedas e produtos relacionados não são regulamentados, acreditamos que eles podem apresentar um risco para nossos usuários, com o potencial de pessoas mal-intencionadas tentarem enganar os consumidores”.

Depois do grande interesse gerado por criptomoedas, graças à valorização do Bitcoin no ano passado, medidas como essa se tornam plausíveis. As políticas do Bing sobre serviços e produtos financeiros já proíbe o uso da plataforma para “moedas virtuais projetadas para fins ilegais”, considerando situações como lavagem de dinheiro ou sonegação de impostos.

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Inicialmente, as empresas estão banindo esse tipo publicidade de forma dura, mas considerando a possível evolução do mercado, é possível que as novas políticas sobre esse tipo de propaganda possam ser revistas no futuro.

Apesar da popularidade que as criptomoedas têm adquirido, a falta de regulamentação as torna também um bom caminho para aplicação de golpes. Através dessas medidas, as grandes empresas de tecnologia, que possuem boa parte de seus rendimentos baseados em publicidade, procuram não associar seus nomes a possíveis desvantagens financeiras significativas de seus consumidores de conteúdo.