Uma patente da Samsung, aprovada e publicada recentemente nos EUA, traz uma possibilidade interessante na qual a coreana pode estrar trabalhando neste exato momento. Em 2013 — quando a Samsung provavelmente não tinha ideia do que seria um AR Emoji —, a empresa registrou um novo formato de videochamada que transmitiria, em vez de vídeo dos usuários um para o outro, apenas uma representação 3D de seus rostos.

Essas representações seriam atualizadas em tempo real para refletir expressões dos usuários conforme eles falam ou fazem caretas. A ideia com isso é minimizar a largura de banda necessária para estabelecer uma comunicação de voz e vídeo em tempo real. Em vez de dezenas de frames por segundo indo e voltando pela internet, os smartphones só precisariam enviar metadados referentes às expressões do usuário, que seriam então interpretados pelo receptor e, em seguida, mostrado na tela.

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A Samsung trabalhou nessa patente porque, mesmo hoje, quando redes 4G são bastante comuns na maior parte do mundo, pode ser que leve muitos anos para que a estabilidade dessas comunicações móveis atinja um padrão parecido com o das nossas conexões cabeadas domésticas, que são mais adequadas para streaming e vídeo ao vivo.

Mas o que isso tem a ver com os AR Emoji, que a empresa lançou junto com os Galaxy S9? Considerando que a Samsung já tem a tecnologia para fazer a leitura de rostos e transformá-los em modelos 3D, é possível que a empresa também esteja considerando usar essa novidade para videochamadas.

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O problema é que essa novidade da coreana parece ter sido feita meio às pressas, o que comprometeu a qualidade dos AR Emoji. Talvez uma nova versão seja mais interessante e, enfim, possa ser utilizada na comunicação remota face a face.

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