O Brasil está entre os países que exibem uma crescente de vendas de smartphones nos últimos anos e isso se reflete em uma recente pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com a 29ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, divulgada nesta quinta-feira (20), já temos 220 milhões de telefones ativos.

Segundo o professor que lidera o levantamento, Fernando S. Meirelles, a previsão é que o número de dispositivos portáteis — incluindo tablets e notebooks — deve chegar a 306 milhões em maio. Em dezembro do ano passado, o país registrou uma população de 210 milhões de habitantes. Mesmo com a alta, a expectativa para as próximas temporadas é de crescimento somente nas vendas de celulares inteligentes.

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“O que deve crescer é a venda de smartphones, mas dificilmente teremos uma média de dois smartphones por brasileiro. Se a estratégia das operadoras se manter como está, dificilmente chegaremos aos 300 milhões de smartphones ativos no País”, projeta Meirelles, em entrevista ao Estadão.

Saturação no mercado

O Brasil conta atualmente com apenas 64 milhões de telefones fixos ou celulares simples — os chamados feature phones — e no ano passado foram vendidos 48 milhões de smartphones, contra apenas 3,2 milhões das opções básicas. Isso indica que, a partir desta temporada a previsão é de que o mercado fique mais estável, sem grandes picos de venda. A razão disso é que o brasileiro atualmente vem mostrando mais interesse em trocar seus aparelhos do que comprar um extra.

“As vendas são de reposição porque as pessoas querem ter o celular da moda. É um momento muito mais de escolha psicológica do que tecnológica”, diz Meirelles, que acredita que em dois anos, com a evolução do mercado, os smartphones devem até mesmo superar os computadores, telefones fixos e celulares simples. “Aí teremos um problema, que é a necessidade de estoque de celulares mais simples para as pessoas que não querem ou não podem ter um smartphone.”

Cai a venda de tablets no País

A pesquisa da FGV também levou em consideração o número de computadores, que chegou a um total de 174 milhões, entre opções de mesa, notebooks e tablets. A venda anual, que caiu em 2016 e se manteve estável em 2017, deve continuar na casa dos 12 milhões durante esta temporada — apesar da alta de desktops e laptops, a saída de tablets tem sido baixa.

Entre as causas da queda nesse setor estão a recessão econômica e a vida útil das máquinas, que tem sido maior. O Brasil ainda se mantém acima da médida global de dispositivos como computadores, telefones e TVs por habitante, mas, os Estados Unidos, que são o país referência para a FGV, têm números que chegam quase ao dobro dos nossos.

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