No último dia 29, o presidente da Microsoft Satya Nadella anunciou uma grande reestruturação executiva na empresa, com destaque para a saída de Terry Myerson, ex-chefe das divisões Windows e Dispositivos. Tal movimentação é vista por um ex-funcionário da empresa como o fim do Windows como principal negócio da companhia.

Tim Sneath trabalhou na gigante de Redmond durante 17 anos, mas agora está na Google. Em uma postagem no Medium, ele foi enfático ao cravar aquilo que, de fato, não é novidade para quem acompanha a Microsoft um pouco mais de perto.  “Como alguém que trabalhou na Microsoft por 17 anos, é inacreditável ver que o Windows virou um produto sem um lugar na mesa principal”, afirma.

“O nome ‘Microsoft’ (uma mistura de microcomputador + software) não tem mais relevância na missão da companhia”, escreveu. “A Microsoft se tornou uma ‘Cloudserv’ — uma companhia focada em serviços de nuvem de back-end na qual o Windows, surpreendentemente, não é mais o negócio central.”

Windows 10Cada vez mais, Windows deixa de ser o ponto central dos negócios da Microsoft.

Segundo Sneath, o Windows era o protagonista da MS não apenas por ser o produto mais rentável, mas também “a força gravitacional que influenciava toda decisão estratégica”. Para ele, porém, a companhia “subestima, de forma não surpreendente” o alcance que o sistema operacional tem ainda nos dias de hoje.

Ele faz uma crítica velada até mesmo a um suposto relapso da Microsoft em relação ao desenvolvimento de seu próximo kernel — “o kernel Windows é, agora, um detalhe de implementação sob comando de uma equipe que notoriamente ‘ama o Linux’”, em referência às colaborações da Microsoft com a comunidade open source anunciadas em 2016.

Em suma, Sneath não parece nada feliz em ver, cada vez mais, a Microsoft direcionando os seus esforços em oferecer soluções na nuvem. Entretanto, o foco em soluções empresariais, especialmente no que toca o ecossistema Azure, parece estar levando a empresa para caminhos bastante valorosos: a empresa vive a expectativa de se tornar a primeira empresa trilionária do mundo em 2018.

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