Durante a GPU Technology Conference (GTC) é possível dar um rápido mergulho no universo de Ready Player One, novo longa de Steven Spielberg. A experiência de realidade virtual foi desenvolvida em parceria que tem a anfitriã do evento, NVIDIA,  HTC Vive e os estúdios Warner Bros. Combinando física e interação natural, a demonstração leva os espectadores para o universo do filme com maior riqueza de detalhes, recriando o universo fictício de OASIS, cheio de referências nostálgicas.

No entanto, os planos da companhia de placas de vídeo vão além de criar demos e experiências. A companhia mira alto: substituir os supercomputadores que processam efeitos especiais de filmes, seriados e animações por conjuntos de suas unidades de processamento gráfico.

As referências à indústria cinematográfica estavam em todos os lugares, desde as demonstrações no palco, até experiências como a relatada acima. A empresa, que já colabora com diversos estúdios - várias de suas placas de vídeo, workstations e soluções são utilizadas para produção de longas e efeitos especiais - deixa bem claro que pretende expandir sua atuação nessa área.

Selecionamos mercados verticais para os quais vamos construir tantas soluções quanto possível: games, computação, gráficos profissionais, cinema, transporte. O mercado para chips gráficos de computadores tem em torno de USD 6 bilhões, Hollywood mais bilhões ainda.

De olho nesses bilhões de dólares, a NVIDIA revelou também uma outra demonstração, da tecnologia real-time ray tracing (algo como traçado de luz em tempo real, em tradução livre). A companhia chamou a novidade de "maior avanço na área de computação gráfica nos últimos 15 anos". O grande diferencial da placa é permitir a renderização de conteúdo em resolução 4K, 60fps em tempo real. O que seria um grande salto para o cinema.

Isso porque companhias como Pixar, LucasFilm - que levam até um dia inteiro para renderizar um frame de animação em supercomputadores - poderiam encurtar (e muito) seus prazos de produção. Com menos tempo envolvido na criação dos longas, a tecnologia poderia gerar uma economia significativa para a indústria. Para provar o avanço, a NVIDIA demonstrou um vídeo criado em parceria com a Epic Studios, criadora da série Gears of War e da Unreal Engine.

Nesse outro vídeo, há um making-of bastante interessante de como essa tipo de renderização em tempo real é feita, os cuidados com luz, reflexo e refração são surpreendentes, confira:

Para a demonstração da Capitã Phasma, foram usadas 4 placas Quadro GV100, com arquitetura Volta. De acordo com um porta-voz da NVIDIA, o mesmo poderia ser feito com menos “poder de fogo”, mas eles preferiram não arriscar.

Projeto Wakanda

Outra demonstração que chamou bastante a atenção dos geeks na keynote de Huang foi o Projeto Wakanda, no qual um funcionário da NVIDIA estacionou um carro no mundo real, controlando o veículo num ambiente virtual. A demonstração é um conjunto de soluções da empresa, desde seus processadores para carros autônomos até o Holodeck, ambiente no qual o motorista fazia algo bem parecido com o que a personagem Shuri de Pantera Negra criou.

Para quem quiser ver a demo, tá aqui:

Não dá para saber se a NVIDIA vai realmente conquistar os corações de executivos da indústria bilionária do cinema, mas certamente conquistou mais alguns corações nerds.

* O repórter viajou a San Jose, EUA, a convite da NVIDIA.

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De Wakanda até Tatooine: como a NVIDIA quer conquistar Hollywood via The Brief

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