Se você já trabalhou em uma grande empresa ou ficou hospedado em um hotel, é provável que já tenha tido contato com uma central telefônica. Neste caso, para realizar um simples telefonema é preciso discar um número para “dar linha”, ou seja, para acessar a linha externa e poder discar o número .

Apesar de parecer simples, esse tipo de situação pode causar um obstáculo fatal em casos emergenciais, como aconteceu em 2013 nos EUA. Kari Hunt foi assassinada pelo seu marido em um quarto de hotel e a sua filha, de nove anos de idade, não conseguiu discar o 911 (o número da emergência de lá) porque não sabia que deveria digitar “9” e aguardar o sinal para prosseguir com a ligação.

Depois disso, Hank Hunt, pai de Kari, iniciou uma campanha e reuniu mais de 610 mil assinaturas para que fossem aprovadas leis que proibissem esse tipo de bloqueio quando o destino de ligação é o número da polícia. A sua campanha se tornou vitoriosa especialmente no último dia 16, quando a chamada Lei de Kari foi promulgada no país norte-americano e passou a exigir o acesso direto à discagem para serviços de emergência em todos os dispositivos.

TelefoneNos EUA, empresas são obrigadas a facilitarem o acesso à discagens de emergência.

Segundo a companhia Avaya, pioneira no setor de centrais de contato a realizar esse tipo de alteração, a Lei de Kari garante que qualquer pessoa conseguirá discar para a polícia sem precisar usar um prefixo ou código de liberação da linha telefônica.

"A tecnologia já estava disponível, precisávamos apenas conscientizar o público. O acesso direto aos serviços de emergência sempre foi um ponto central das plataformas de comunicações da Avaya e, portanto, juntar-se ao Sr. Hunt para melhorar a educação e o acesso aos serviços de emergência foi algo que fizemos imediatamente”, relatou o presidente da companhia Jim Chirico. “Graças aos seus incansáveis esforços, conseguimos fazer isso.”