Ainda este ano, um projeto que utiliza a tecnologia de blockchain deve ser lançado na África para garantir que o cobalto utilizado nas baterias de smartphones e carros elétricos não venha de minas que utilizam trabalho infantil. As informações são da agência de notícias Reuters.

Não há detalhes de quem está por trás do projeto ou como exatamente o responsável utilizaria a tecnologia para atingir esse objetivo. Atualmente, o blockchain é mais associado às transações feitas com criptomoedas, nas quais ele aumenta a segurança e dificulta a identificação da origem do dinheiro.

Uma ideia semelhante foi apresentada durante a conferência do Instituto de Desenvolvimento do Cobalto de 2017, como nota o site iAfrikan. A proposta consiste em criar um código de barras para o cobalto minerado artesanalmente na República Democrática do Congo, que será capturado digitalmente e registrado no blockchain.

O blockchain é mais associado às transações feitas com criptomoedas.

É uma tecnologia semelhante à utilizada pela indústria de extração de diamantes. Ela permite que a origem das pedras seja rastreada para que as empresas compradoras tenham garantias de que o serviço foi feito sem a utilização de trabalho escravo.

O projeto pode ser benéfico para empresas de tecnologia, visto que o cobalto é um componente essencial na produção de baterias. O preço do mineral subiu nos últimos anos devido ao aumento na produção internacional de carros elétricos, principalmente na China.

Em 2016, uma investigação da ONG Anistia Internacional denunciou Apple, Samsung, Sony e Microsoft, entre outras companhias, pelo uso de cobalto minerado por crianças. Na época, as empresas disseram checar frequentemente os fornecedores da região para garantir que isso não aconteça.

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