Para maior difusão da informação e da ciência, é relevante tirar do caminho os obstáculos para o acesso das publicações na internet. Do material publicado aqui no Brasil, encontra-se o maior percentual de pesquisas com acesso aberto e gratuito a qualquer interessado. O dado é da pesquisa divulgada agora em janeiro pela Science-Metrix, uma empresa dos Estados Unidos que trabalha no monitoramento e na avaliação do cenário científico e tecnológico.

Com relação ao volume de artigos científicos produzidos, o último ranking colocou o Brasil no 13º lugar. De 2000 para cá, passamos da 22ª posição no ranking, para a 15ª em 2007, até chegar à colocação de agora. Segundo relatório da American Journal Experts, em 2016 foram publicados mais de 2 milhões de artigos no mundo, tendo maior destaque: Estados Unidos, China, Reino Unido, Alemanha e Índia. 

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Das publicações brasileiras, do período de 2008 a 2014, três quartos estão com acesso aberto e gratuito à população. Isso se deve, em grande parte, ao portal SciELO, segunda principal fonte para artigos científicos no Brasil, quase empatando com ResearchGate, mais relevante mundialmente. Nos Estados Unidos, país com maior produção de publicações científicas, dois terços estão abertos para acesso gratuito. De maneira mais ampla, a maioria dos países com maior quantidade de artigos publicados têm pelo menos 50% de seus artigos de 2010 a 2014 disponíveis livremente para download. 

Para se ter uma ideia da diferença, no relatório da Science-Metrix, uma tabela mostra a quantidade de publicações relativas ao ano de 2014, quando o Brasil teve em torno de 41 mil, enquanto os Estados Unidos têm um pouco menos de 400 mil publicações. Entretanto, mais uma vez o Brasil se destaca no acesso livre dos artigos. Um total de 74% está livre para download e acesso, graças à presença do SciELO, uma plataforma eficiente em difundir artigos do país e de outros, especialmente os de língua latina.

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Existem duas formas de se deixar uma pesquisa com acesso aberto. A primeira é chamada de acesso dourado (gold access), quando ela é disponibilizada diretamente pelos pesquisadores; a segunda é quando os pesquisadores usam intermediários como portais institucionais, temáticos e espaços acadêmicos: o acesso verde (green access). Além da maior difusão da informação, as pesquisas com acesso verde e dourado têm índices maiores de citações, especialmente o verde.

De modo geral, algumas área da ciência têm maior produção e também maior quantidade em acesso aberto. Com relação ao tipo de publicações que estão sendo mais disponibilizadas abertas, em primeiro lugar estão aquelas relacionadas à saúde (59% está aberto) e em segundo lugar, ciências naturais (55% aberto). Os artigos científicos em artes e humanidades têm o menor percentual. No Brasil, as principais áreas de estudo, são: Medicina; Ciências Agrícolas e Biológicas; Bioquímica, Genética e Biologia Molecular; Física/Astronomia e Química.

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