A Conferência Norte-Americana de Bitcoin anunciou ontem (10) que não está mais aceitando pagamentos em Bitcoin ou em qualquer outra criptomoeda na venda de ingressos para o evento. De acordo com a organização, as taxas para realizações de transações — que chegam a US$ 30 (R$ 96) em determinados momentos do dia — tornaram a prática muito cara.

Outro problema importante é o tempo que leva para fazer uma simples transação em Bitcoin. O processo descentralizado pode demorar muitas horas para ser autenticado e, posteriormente, funcionários da organização do evento precisam completar a compra dos ingressos manualmente, uma vez que não existe nenhuma forma de integrar as carteiras digitais aos sistemas de emissão de ingressos atuais.

Como o evento começa na próxima quinta-feira (18) em Miami, EUA, a organização acredita que não há mais tempo hábil para lidar com esse tipo de processo e, ainda assim, conseguir imprimir os ingressos dos compradores que usariam Bitcoin a tempo.

Alfinetada

Esperamos que, no ano que vem, haverá uma comunidade mais unida sobre a possibilidade de escalar a Bitcoin e promover adoção global

“Devido a congestionamento da rede e do processamento manual, nós encerramos a venda de ingressos por meio de criptomoedas — esperamos que, no ano que vem, haverá uma comunidade mais unida sobre a possibilidade de escalar a Bitcoin e promover adoção global”, diz o comunicado.

Há, nesse trecho, claramente uma crítica a uma decisão tomada pela comunidade de investidores da Bitcoin no fim de 2017. Uma medida que ampliaria o sistema de blockchain da criptomoeda estava para ser implantada em novembro — o que aumentaria a disponibilidade da moeda no mercado e facilitaria o processo das transações — foi rejeitada. A maioria dos usuários foi contra a implementação temendo desvalorização da moeda. Poucas semanas depois, por conta da escassez e da especulação, a Bitcoin atingiu valores sem precedentes no mercado.