Depois de meses de negociação, o grupo de investimentos japonês SoftBank finalizou a compra de 20% das ações da Uber. O conglomerado é dono de várias empresas de telecomunicações e internet pelo mundo e tem grandes parcelas de investimento em outras empresas que atuam no mesmo segmento que a Uber, mas em outras regiões o mundo.

O balanço de poder na mesa diretora da Uber está para mudar

Por conta do grande movimento de ações, o valor de mercado da Uber caiu cerca de 30%, de US$ 70 bilhões para US$ 48 bilhões. Apesar de isso ser algo absolutamente negativo para o os investidores, o fato de o SoftBank ter 20% das ações da companhia significa que o balanço de poder na mesa diretora da Uber está para mudar.

Atualmente, são 11 diretores e, em breve, esse número aumentará para 17. O SoftBank ficará com duas dessas cinco novas cadeiras e terá mais poder de voto do que o antigo CEO da Uber, Travis Kalanick, responsável pelos diversos escândalos que assolaram a empresa de transporte durante 2017.

Isso vem impedindo que a companhia faça as mudanças necessárias

Apesar de ter abdicado do cargo de CEO durante o ano, Kalanick ainda controla 16% do poder de voto dos acionistas e tem aliados na mesa diretora. Isso vem impedindo que a companhia faça as mudanças necessárias para deixar os escândalos de corrupção, machismo e outros para trás.

O SoftBank é dono de uma das maiores operadoras de telecomunicações dos EUA, a Sprint, e comprou em 2016 a ARM (empresa britânica que cria os padrões de chips usados em praticamente todos os smartphones do mundo). Em 2017, o grupo comprou a Boston Dynamics, fabricante de robôs e, agora, tem uma grande parcela na Uber. Antes disso, o grupo também investia no Didi Chuxing, o “Uber chinês”, no Grab, que atua no sudoeste asiático, e no Ola da Índia.